04/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Pandemia não acabou, alerta chefe da ONU, que critica vacinação ‘desigual’

Publicado em 09 de março, 2022

Pandemia não acabou, alerta chefe da ONU, que critica vacinação ‘desigual’

A pandemia da covid-19 não terminou e pode continuar, devido à distribuição “escandalosamente desigual” de vacinas – advertiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, nesta quarta-feira (9).

“Os estragos mais trágicos da pandemia foram na saúde e na vida de milhões de pessoas, com mais de 446 milhões de casos no mundo, mais de seis milhões de mortes confirmadas e outro grupo incontável, que lida com uma deterioração de sua saúde mental”, disse Guterres, em um comunicado que coincide com o segundo aniversário do início desta grave crise mundial.

Guterres enfatizou que, devido às “medidas de saúde pública sem precedentes” e ao “desenvolvimento e distribuição de vacinas extraordinariamente rápidos”, muitas partes do mundo conseguiram controlar a propagação do coronavírus.

“Mas seria um grave erro pensar que a pandemia acabou”, acrescentou.

Para Guterres, “a distribuição de vacinas ainda é escandalosamente desigual” e, embora 1,5 bilhão de doses sejam produzidas por mês, “cerca de 3 bilhões de pessoas ainda esperam sua primeira dose”.

Estragos

“Os estragos mais trágicos da pandemia foram na saúde e na vida de milhões de pessoas, com mais de 446 milhões de casos no mundo, mais de seis milhões de mortes confirmadas e outro grupo incontável, que lida com uma deterioração de sua saúde mental”, disse Guterres, em um comunicado que coincide com o segundo aniversário do início desta grave crise mundial.

Guterres enfatizou que, devido às “medidas de saúde pública sem precedentes” e ao “desenvolvimento e distribuição de vacinas extraordinariamente rápidos”, muitas partes do mundo conseguiram controlar a propagação do coronavírus.

“Mas seria um grave erro pensar que a pandemia acabou”, acrescentou.

Para Guterres, “a distribuição de vacinas ainda é escandalosamente desigual” e, embora 1,5 bilhão de doses sejam produzidas por mês, “cerca de 3 bilhões de pessoas ainda esperam sua primeira dose”.

“Esse fracasso é o resultado direto de decisões políticas e orçamentárias que priorizam a saúde das pessoas nos países ricos, em detrimento da saúde das pessoas nos países pobres”, frisou Guterres.

Esta desigualdade aumenta, segundo ele, as possibilidades de “mais variantes, mais confinamentos e mais dor e sacrifícios em cada país”, estimou, fazendo um apelo ao mundo para que “ponha fim, de uma vez por todas, a este triste capítulo na história da humanidade”.

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