
Ação de juiz e desembargador vira prática nacional nesta eleição. Flávio Pascarelli (esquerda) e Jorcenildo Dourado (direita) ganharam o Prêmio Innovare e o ministro Mauro Campbell (centro) transformou iniciativa em Resolução do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece as normas para a eleição, emitiu resolução tornando nacional uma ação do juiz amazonense Jorsenildo Dourado do Nascimento e do desembargador Flávio Pascarelli, então presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Trata-se do monitoramento e punição da poluição com papéis, santinhos e banners que, eleição após eleição, cobrem calçadas e ruas.
A resolução foi sugerida pelo ministro amazonense Mauro Campbell, corregedor-geral do TSE.
A prática, denominada “Eleições Ambientalmente Limpas”, ganhou o Prêmio Innovare, que tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil.
“Esse material depois ruma para os esgotos e provoca entupimentos. E, sobretudo, provoca acidentes, com pessoas e carros que deslizam sobre ele”, justifica Mauro Campbell.
Mauro Campbell, que é ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi eleito corregedor-geral do TSE no dia 9 de novembro de 2021. Ele estará à frente do cargo até agosto de 2022, em substituição ao ministro Luis Felipe Salomão. Campbell é o ministro do STJ mais antigo no TSE, o decano na Corte.
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