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A empresa aérea proprietária do avião que transportava a cantora Marília Mendonça e que caiu na zona rural de Caratinga (MG), na tarde desta sexta-feira (5), foi alvo de denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF), em Goiás, para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Em maio deste ano, procuradores enviaram um documento solicitando uma manifestação do órgão sobre possíveis irregularidades na empresa PEC Táxi Aéreo, dona da aeronave do acidente que vitimou a artista e outras quatro pessoas.
“A empresa acumula irregularidades que coloca (sic) em risco tripulantes e passageiros, mesmo diante de denúncias repetidas à ANAC, a empresa nunca passou por auditoria a fim de serem averiguadas as irregularidades”, diz trecho da denúncia levadantada pelo MPF.
O texto indica que a empresa não estaria respeitando a jornada de trabalho e regulamentação de descanso dos pilotos e da tripulação e estaria operando com equipamentos de segurança em desacordo com as normas.
A aeronave que caiu em Caratinga, de prefixo PT-ONJ, é citada na denúncia e estaria com problemas no para-brisas, que ficaria embaçado, o que causava prejuízo visual em pousos e decolagens.
O documento, assinado pelo procurador da República Marcello Santiago Wolff, foi enviado em 14 de junho e o Ministério Público Federal deu 20 dias à Anac para prestar esclarecimentos.