
As 16 páginas do primeiro lote de documentos foram liberadas neste sábado (11) à noite. Foto: Divulgação
O jornal britânico “The Guardian” publicou um relatório neste domingo (12) que confirma a investigação de um saudita suspeito de oferecer apoio logístico a dois sequestradores dos aviões que foram usados nos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos. O relatório, porém, não aponta ligação com o governo da Arábia Saudita.
Esse relatório faz parte do primeiro lote de documentos relacionados à investigação dos ataques terroristas de 11 de setembro, liberado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI). A divulgação segue ordem do presidente dos EUA, Joe Biden.
As 16 páginas foram liberadas neste sábado (11) à noite. O documento data de 2016 e traz detalhes das conexões e depoimentos de testemunhas que levaram o FBI a suspeitar de Omar al-Bayoumi, que supostamente era um estudante saudita em Los Angeles, mas que o FBI suspeitava ser um agente de inteligência saudita.
Há descrições do envolvimento de Omar al-Bayoumi em apoio logístico a pelo menos dois dos homens que sequestraram aviões em 11 de setembro. Esse apoio inclui assistência em viagens, hospedagem e financiamento. O documento não tem informações sobre o que aconteceu com Omar al-Bayoumi após as investigações.
Na última quarta-feira (8), a embaixada saudita em Washington declarou que apoiava a total desclassificação de todos os registros como uma forma de “encerrar de uma vez por todas as alegações infundadas contra o país” e que “qualquer alegação de que a Arábia Saudita é cúmplice dos ataques de 11 de setembro é categoricamente falsa”.
A ordem para que o Departamento de Justiça e outras agências federais retirassem o sigilo sobre os documentos foi dada por Biden no último dia 3. As agências federais terão que apresentar até março do próximo ano os pareceres sobre o fim ou não do sigilo e os próprios documentos, em prazos diferentes.