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A 27ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas foi realizada na tarde desta terça-feira (7), pela Arquidiocese Metropolitana de Manaus. Neste ano, pela primeira vez, estava prevista uma bicicleata durante o evento, que sairia do Terminal 1, na avenida Constantino Nery, e seguiria até a Catedral Metropolitana, mas foi cancelada. Já o ato central foi realizado no Largo do Mestre Chico.
“Vida em Primeiro Lugar!” foi o tema deste ano, e o evento reivindicou pautas como saúde, comida, moradia, trabalho e renda. Participantes também levaram faixas pedindo vacina contra a Covid-19.
A polícia estimou um público de 350 pessoas, e os organizadores informaram 2 mil presentes.

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Entre os participantes estava o deputado federal José Ricardo, que marca presença há 27 anos no Gritos dos Excluídos e Excluídas. “Considero um ato político não-partidário onde a sociedade civil, a Igreja Católica e os movimentos sociais chamam a atenção dos poderes públicos em relação à exclusão social. A falta de direitos fundamentais, o não cumprimento da Constituição em relação à garantia de moradia, de alimentação, de trabalho à população. E no momento atual, em que o governo retira direitos e ameaça instituições, torna-se um ato também em defesa da democracia, da Constituição, do funcionamento dos poderes constituídos”, comentou o deputado.
Para José Ricardo, é importante que o povo vá para as ruas cobrar as políticas públicas. “E na verdade, era para todos os políticos estarem aqui para ouvir o grito do povo, da população que sofre. Então, eu venho nesse sentido, para ouvir o clamor do povo e tentar ser uma voz para continuar cobrando políticas sociais, de inclusão social”.

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O Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira, da Conferência Nacional dos Bispos Do Brasil (CNBB).
O padre Alcimar Araújo, organizador do Grito dos Excluídos, disse que neste ano a organização escolheu vários temas para divulgar durante o evento. “Reunimos várias pautas que são necessárias dizer: 60 milhões de pessoas passando fome, quase 15 milhões desempregados, mais os milhões de desalentados, a cesta básica super cara, a gasolina super cara, a inflação está alta, então, não vemos perspectiva, nem esperança. As pesquisas do ponto de vista da economia não apontam nenhuma esperança. E os pobres sofrerão mais”, disse o padre Alcimar.
“O Grito é um ponto de partida para a reorganização dos movimentos, para que possamos estar sempre nas ruas porque as ruas são parceiras da democracia, da liberdade, e assegurar os direitos dos trabalhadores que também estão em perigo. Então, é importante que o Grito continue”, finalizou.

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