
Na escola municipal Dalvina Oliveira, localizada no Tarumã, que passa por adaptação no sistema de refrigeração, os estudantes têm alimentação garantida. Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom
As aulas em formato híbrido da rede municipal iniciaram no dia 31 de maio, mas algumas unidades da Secretaria Municipal de Educação (Semed) ainda passam por adaptações de infraestrutura, para receber os alunos da melhor maneira possível, e por isso oferecem somente a educação remota. Uma parte dos alunos da rede pública municipal vive em situação de vulnerabilidade, e a merenda escolar faz falta no dia a dia desses estudantes.
Por uma determinação do prefeito David Almeida, essas unidades de ensino abrem as portas para oferecer almoço e lanche aos alunos. De acordo com o chefe da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Oeste, Dalmir Salazar, educação e alimentação são direitos da criança e do adolescente e a prefeitura trabalha para que eles sejam sempre assegurados. Além disso a educação é um direito de todos, além de ser também uma proteção social.
“Muitas crianças só contam com a alimentação que recebem nas escolas, e estamos servindo almoço e lanche nas nossas unidades. Essa ação acontece principalmente nas áreas mais vulneráveis”, comentou Dalmir Salazar.

Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom
De acordo com Mauro Brito, diretor da escola municipal Dalvina Oliveira, localizada no Tarumã, zona Oeste, que passa por uma adaptação no sistema de refrigeração, os estudantes têm alimentação garantida.
“Os aparelhos de ar-condicionado da escola estavam muito velhos e agora, a pedido do prefeito, estão sendo trocados, por isso ainda não conseguimos atender os alunos nas salas de aula. Mas durante quatro dias na semana abrimos o nosso refeitório para a merenda. Às segundas e quartas, oferecemos lanche, às 9h e às 15h, e às terças e quintas, das 11h30 às 13h30, almoço. Os alunos têm comparecido de forma efetiva”, disse o gestor.
Raimunda Silva, auxiliar de serviços gerais, é mãe de uma aluna do 6º ano. Ela disse que a iniciativa é muito importante, principalmente para os alunos de famílias mais carentes.
“Trago minha filha para lanchar ou almoçar aqui na escola porque essa alimentação é um direito dela e acho importante que ela volte a ter esse contato com os colegas. Infelizmente, muitos alunos só contam com a escola para pode se alimentar, por isso, essa ação na Dalvina é muito importante e necessária”, concluiu.