05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bolsonaro: médicos avaliam necessidade de sétima cirurgia

Publicado em 14 de julho, 2021

Bolsonaro: médicos avaliam necessidade de sétima cirurgia

Bolsonaro: médicos avaliam necessidade de sétima cirurgia. Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro deu entrada nesta quarta-feira (14/07) no Hospital das Forças Armadas (HFA) com dores abdominais e uma crise de soluço persistente. Em meio aos exames aos quais está sendo submetido, ainda é avaliada a necessidade de uma possível cirurgia de emergência. Essa seria a sétima cirurgia realizada pelo chefe do Executivo após a facada recebida em 2018, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG). A última, foi realizada no dia 25 de setembro, para a retirada de um cálculo vesical.

O cirurgião Antônio Luiz Macedo, que operou Bolsonaro no episódio da facada, veio de São Paulo para avaliar o quadro do presidente, que pode passar por um procedimento cirúrgico emergencial.

Em 16 de abril, em conversa com apoiadores, o mandatário já havia comentado que precisaria se submeter a um novo procedimento. “É verdade que o senhor vai passar por uma nova cirurgia?”, perguntou um eleitor bolsonarista. “Está muito curioso, hein, cara?” respondeu Bolsonaro. “Eu estou ficando muito barrigudo aqui. Acho que vai ser lipoaspiração. Pega mal, né? Botox. É ou não é? Pega mal”.

“Talvez, neste ano, mais umazinha aí. Mas é tranquilo, hérnia. Eu tenho uma tela aqui na frente, está saindo o bucho pelo lado. Então, tenho que botar uma tela do lado também”, relatou.

Segundo nota divulgada mais cedo pela assessoria palaciana, Bolsonaro deu entrada no hospital de madrugada por uma orientação da equipe médica para investigar a causa dos soluços persistentes há 12 dias e deverá ficar sob observação entre 24h e 48h, não necessariamente no hospital. Ainda segundo o documento, o presidente “está animado e passa bem”.

A agenda oficial do presidente foi cancelada. Às 11h, a previsão era de um encontro com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Segundo o magistrado, o encontro ocorreria para “combinar balizas sólidas para a democracia”, após o mandatário ter subido o tom contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roberto Barroso, por conta do projeto do governo sobre o voto impresso. Ele chegou a dizer ainda que as eleições de 2022 poderiam não ocorrer caso o voto impresso não fosse implementado. O encontro deverá ser reagendado.

Bolsonaro também participaria, às 8h, de uma reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19. Às 10h, no Palácio do Planalto, ele participaria do lançamento de um programa chamado Ações para o Novo Ensino Médio.

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