06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação Sangria cumpre 5 dos 6 mandados de prisão, apreende carros e faz sequestro de bens

Publicado em 02 de junho, 2021

Operação Sangria cumpre 5 dos 6 mandados de prisão, apreende carros e faz sequestro de bens

Operação Sangria cumpre 5 dos 6 mandados de prisão, apreende carros e faz sequestro de bens. Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou hoje (2/6) a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

A ação da Polícia Federal visa a cumprir 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores. Os alvos da operação são os contratos relativos ao Hospital de Campanha Nilton Lins, que funcionou para o combate à pandemia, contratado pelo Governo do Estado. A PF apreendeu 13 veículos e fez sequestro de bens, de valor não informado até o momento, dos envolvidos.

De acordo com a decisão do STJ, estão autorizadas a prisão temporária de cinco dias, do secretário de Saúde do Estado, Marcellus Campêlo, do proprietário do Hospital Nilton Lins, Nilton Costa Lins Júnior, de Sérgio José Silva Chalub, proprietário de lavanderia que fechou contrato com o governo sob suspeita de superfaturamento e dos empresários Rafael Garcia de Oliveira, Frank Andrey Gomes de Abreu e Carlos Henrique Alecrim John.

Tiros

De acordo com o site “O Antagonista”, a equipe da Polícia Federal escalada para atuar na casa do empresário Nilton Lins foi recebida a tiros, quando chegou nesta quarta-feira (2), para cumprir mandados da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.

O empresário teria fugido e estaria abrigado agora no Consulado da Suécia. O Consulado da Suécia fica localizado no terreno da Nilton Lins e a cônsul é a irmã do empresário, Gisélle Lins. Até o momento não há informação sobre ninguém que tenha sido atingido pelos disparos.

Subprocuradora

A subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo comentou a operação da Polícia Federal que prendeu o secretário de Saúde do Estado, Marcellus Câmpelo. Ela lamentou o episódio em que a PF foi recebida a tiros. “Teve um incidente bastante sério. Em um mandado de busca do ministro Francisco Falcão, a Polícia Federal foi recebida a tiros. Foi uma situação bastante constrangedora e perigosa lá em Manaus.”

Os agentes da Polícia Federal apreenderam carros e documentos na quarta fase da Sangria. Os agentes chegaram há pouco à sede da superintendência, localizada no bairro Dom Pedro. Às 11h está programada uma coletiva de imprensa.

O ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou que sejam quebrados os sigilos bancário e fiscal de empresários, do governador Wilson Lima (PSC) e do secretário Marcellus Campêlo. O pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para permitir “a avaliação da compatibilidade entre os valores movimentados e declarados à receita e a evolução patrimonial dos investigados durante o período objeto da apuração”. As quebras são referentes aos anos de 2020 e de 2021.

A operação

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha. De acordo com os elementos de prova, ele não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Contratos

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

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