27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Artista parintinense utiliza a técnica da tecedura para criar itens de decoração

Publicado em 13 de abril, 2021

Waldir Santana aprendeu a técnica da tecedura com a mãe, e decidiu produzir peças decorativas durante a crise econômica causada pela pandemia. Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

O artista parintinense Waldir Santana decidiu unir o útil ao agradável, transformando objetos simples em obras de arte, e construiu itens de decoração por meio da tecedura (macramê). Ele foi um dos artistas contemplados pela Lei Aldir Blanc, por meio da Prefeitura de Parintins, com apoio do Governo Federal.

Waldir explica o processo de construção das obras e destaca os itens de sua preferência. “As opções são variadas. É possível produzir tapetes, porta-garrafas, centro de mesas e luminárias, as que mais gosto. Uma obra de pequeno porte leva no máximo dois dias. A luminária leva uma semana e meia, principalmente quando varia da quantidade de nós utilizados. Tem o nó básico, o nó borboletinha, o zigue-zague, além de uma infinidade de técnicas. Depende muito do que estou fazendo”, disse.

Pandemia

Waldir Santana conta que a ideia surgiu durante a crise financeira causada pela pandemia do novo coronavírus. Com isso, ele vem conseguindo driblar as dificuldades por meio da arte. “Eu aprendi a técnica da tecedura aos 15 anos com minha mãe. Tive que buscar no passado o que sabia fazer de melhor. Poderia construir cocar e adereços, mas o mercado é muito grande em Parintins e tinha muita gente fazendo. Aí me lembrei do macramê. Não foi fácil e não está sendo fácil. Por meio dessa arte consigo fazer umas peças e tirar um lucro”, explica.

Futuramente, o artista deseja fazer uma oficina com técnicas de macramê para os figurinistas do Boi Caprichoso. Em 2022, caso aconteça o Festival Folclórico de Parintins, ele vai realizar uma exposição com suas obras.

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Trajetória

Waldir Santana iniciou a trajetória artística com a confecção de artesanatos em seu ateliê. Durante 30 anos, ele defendeu o item pajé pelo Boi Caprichoso, sendo reconhecido por introduzir novos elementos nas apresentações do Festival Folclórico de Parintins, como a utilização de pirotecnia e o aprimoramento da dança tribal.

Ele também é coreógrafo e figurinista, sendo responsável por grande parte de suas fantasias usadas na trajetória como pajé do bumbá azul e branco. Em 2016, Waldir deixou o cargo, mas vem contribuindo com o Boi Caprichoso em outros setores da agremiação.

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

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