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Uma carta da Comissão de Ética Médica do Hospital Sírio-Libanês, direcionada aos médicos do Corpo Clínico, divulgada nesta segunda-feira (15), afirma a eficácia das vacinas contra Covid-19 e orienta os profissionais a indicarem para os pacientes e se posicionarem contra os grupos antivacina.
Em quatro páginas, a nota perpassa pela importância ética dos profissionais de medicina desde os primórdios e faz um breve resumo a respeito dos casos e óbitos registrados atualmente no estado de São Paulo.
Além disso, o documento fala brevemente sobre a crise na saúde no Amazonas e Pará, no qual há o registro de uma nova variante do coronavírus e a falta de oxigênio nos hospitais. Lamenta também as mortes dos médicos que atuam na linha de frente.
“Sabemos que, do ponto de vista do arsenal terapêutico, nenhuma medicação é comprovadamente eficaz no combate ao Coronavírus, não havendo também qualquer tratamento precoce e preventivo. O que temos são medidas de suporte e drogas para enfrentar os eventos adversos decorrentes desta infecção, tais como anticoagulantes, o uso de corticoterapia e a associação de antibióticos caso haja necessidade, por infecção bacteriana superajuntada. A indicação de todas estas drogas objetiva o tratamento de complicações secundárias a uma grave infecção viral e são baseadas em evidências científicas comprovadas, mas não representam o combate ao vírus. A esse respeito, muito tem sido publicado nas mais importantes revistas médicas e podemos seguramente afirmar que, à luz dos conhecimentos atuais, não dispomos
de drogas para o combate etiológico, terapêutico ou preventivo contra o Coronavírus”, diz o documento.
A nota ainda trouxe dados das vacinas aprovadas pelo uso emergencial pela Anvisa, no qual afirmam que a Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan de São Paulo, é extremamente segura. A comissão ainda fala sobre a Covishield, que é desenvolvida em conjunto pela Oxford/AstraZeneca e a Fiocruz do Rio de Janeiro, e que ainda não está disponível para uso imediato, mas que possui alta segurança.
O documento ainda declara homenagem aos grupos de trabalho que desenvolveram as vacinas e deixam claro que a única arma possível para enfrentar a pandemia é a vacinação em massa da população.
“Nesse sentido queremos incentivar os médicos do nosso Corpo Clínico para que indiquem a vacinação dos seus pacientes, dirimindo dúvidas e garantindo a segurança das nossas vacinas, enfrentando e se posicionando contra os grupos antivacinas que espalham falsidades, pânico e crendices em nossa população. A vacinação não nos permitirá, num primeiro momento, relaxar ou ignorar as medidas de proteção já recomendadas: distanciamento social, lavagem de mãos, uso de máscara e evitar aglomerações”, finaliza a nota de posicionamento.
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