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A Polícia Federal deflagrou, nos últimos anos, operações históricas para coibir o tráfico de madeira na Amazônia Legal. Conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), só em janeiro de 2021 já foram reduzidos em 70% os alertas de desmatamento na floresta amazônica, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
As informações são extraídas do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER), que emite alertas que auxiliam na fiscalização de possíveis ilegalidades e crimes ambientais. Segundo os dados, em janeiro de 2020, foram 284 km² de desmatamento captados pelo DETER, contra 86 km² em janeiro deste ano.
No final de 2019, a operação foi deflagrada com a finalidade de responsabilizar criminalmente as organizações criminosas que, por meio de fraude em licenciamento ambiental e corrupção, usurpam terras da União para extração ilegal de madeiras amazônicas destinadas à exportação ilícita. Essa operação foi fruto da apreensão, em dezembro de 2017, de aproximadamente 500 contêineres no porto de Manaus, contendo 8.000 m³ de madeira em tora com documentação irregular com destino ao mercado nacional e internacional.
Nas últimas semanas de 2020, a PF deflagrou esta operação histórica, que até o presente momento já apreendeu mais de 131 mil metros cúbicos de madeiras em tora na divisa dos estados do Pará e Amazonas, o equivalente a 6.243 caminhões lotados de carga. Essa grande apreensão faz parte das investigações ocorridas a partir da primeira balsa retida no Rio Mamuru, em 15 de novembro de 2020, contendo 2.700 m³ de madeira em toras nativas do bioma amazônico, que ficou encalhada no Rio Mamuru, na região de Parintins/AM. Após a retenção dessa balsa, a Polícia Federal conseguiu conter mais 10 balsas e quatro empurradores que trafegavam pelo mesmo rio, com mais de 7.300 m³.