16/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Funcionária de clínica é recepcionista e não tem direito a vacina, reafirma Marcelo Serafim

Publicado em 08 de fevereiro, 2021

Funcionária de clínica é recepcionista

Funcionária de clínica é recepcionista e vereador afirma que trabalhava no expediente diário na Semsa, onde é funcionário. Foto: Divulgação

O vereador Marcelo Serafim (PSB) rebateu nota enviada à imprensa pela clínica Oncoclin. A empresa afirma que uma funcionária, com direito à vacina contra coronavírus, foi barrada na vacinação por ele. “Eu não estava lá como vereador. Sou servidor de carreira da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e estava trabalhando, como todos os dias. Estava na triagem, fazendo análises de prescrições, para ver se pacientes idosos, de 70 a 74 anos, atendiam aos critérios”, explica.

Marcelo afirma que a moça em questão é jovem, não passa dos 30 anos e trabalha na recepção da clínica. “Ela não passou pela triagem e reclamou que estava sendo constrangida. Eu fui lá para tentar entender o que estava acontecendo. Quando eu cheguei, ela pegou o celular e começou a me gravar. Eu gravei também”, disse.

A resolução da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), segundo o vereador, prevê que profissionais de saúde de clínicas oncológicas teriam direito à vacinação a partir desta segunda (08/02). E que os critérios abrangem apenas os funcionários que participam da manipulação de pacientes. “Entendo que recepcionistas e funcionários de RH não têm direito. E que, com o número de mortes concentrado em idosos, pessoas jovens devem dar vez aos mais velhos”, afirmou.

 

Pronunciamento

Marcelo Serafim afirma que, nesta terça (09/02), explicará o que aconteceu, em pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal. A Oncoclin prometeu acioná-lo judicialmente, por ter barrado a funcionária.

“Não fui eu quem a barrou. Ela (a funcionária) me disse que uma amiga do RH da empresa havia sido vacinada. E eu expliquei que um erro não justifica o outro. Enquanto houver esses ‘jeitinhos’ para furar a fila nós vamos continuar tendo dificuldades de combater a pandemia. Temos que obedecer às prioridades porque não há vacinas para todos. O momento é de solidariedade e altruísmo”, acrescentou.

O vereador, que é farmacêutico, trabalha na triagem do posto de vacinação da Universidade Paulista (Unip), na rua Mário Ypiranga Monteiro.

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