Indústrias de bicicletas de Manaus projetam fabricar maior número em 2021, apesar da pandemia

Indústrias de bicicletas de Manaus projetam fabricar maior número em 2021, apesar da pandemia

Indústrias de bicicletas de Manaus projetam fabricar maior número em 2021, apesar da pandemia. Foto: Divulgação

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) apresentou, nesta quarta-feira (27), balanço do ano de 2020 para os segmentos de bicicletas e motocicletas, e divulgou a projeção da indústria para o ano de 2021 – ano em que a Associação completa 45 anos.

Conforme destacou o vice-presidente do segmento de bicicletas, Cyro Gazola, a projeção otimista de 2020 não se confirmou devido à pandemia – que, além de impor uma redução no ritmo de operação da indústria instalada no Polo Industrial de Manaus, também impactou em toda a cadeia internacional de componentes e insumos.

750 mil unidades

A expectativa, já considerados os fatores relacionados à pandemia, é de que as fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produzam 750 mil unidades este ano – 12,8% a mais que em 2020, ano que fechou com 665.186 unidades produzidas. De acordo com Gazola, a expectativa é que a normalização no fornecimento aconteça em meados deste ano.

“O cenário da pandemia trouxe ainda mais protagonismo ao segmento de bicicletas, que já estava em ascensão. Esse fator, aliado à falta de insumos, gerou um desequilíbrio entre oferta e demanda”, fala o vice-presidente.

Entre os principais itens em falta estão os sistemas de freios, transmissões, suspensões e selins, provenientes de fornecedores globais que precisam atender, simultaneamente, à demanda crescente em vários países.

Indústrias

No ano passado, as fabricantes de bicicletas instaladas no PIM produziram 665.186 unidades. O volume foi 27,7% menor que o fabricado em 2019, que teve 919.924 bicicletas produzidas. O desempenho também ficou abaixo da projeção apresentada pela Abraciclo em outubro, que era de produzir 736 mil bicicletas.

Mas, apesar da cautela e de priorizar totalmente a saúde da população, Gazola afirma que o segmento está otimista para 2021, com a expectativa de voltar a crescer gradualmente depois de um ano de retração.

“A demanda por bicicletas continua alta e a tendência é que siga dessa forma ao longo do ano. As associadas estão se esforçando para atender ao mercado, apesar de que ainda estamos limitados pelo desabastecimento de peças e componentes, o que gera dificuldade na montagem e, consequentemente, a falta de alguns modelos no mercado”, diz Gazola.

Balanço 2020

A categoria mais produzida em 2020 foi a Mountain Bike (MTB), com 361.379 bicicletas, seguida da Urbana/Lazer (215.538 unidades).

“A MTB antes era mais usada em trilhas e terrenos acidentados. Agora vem sendo utilizada também nas cidades, devido aos seus recursos tecnológicos, como suspensões, maior número de marchas e freios hidráulicos, entre outros”.

Gazola

Em 2020, foram exportadas 14.473 bicicletas em todo o território nacional. De acordo com dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat, que registra os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, o resultado foi 4% maior ao registrado em 2019, que foi de 13.915 unidades. Os três principais destinos foram nosso vizinho Paraguai (7.689 bicicletas), Uruguai (2.956 unidades) e Bolívia (2.558 unidades).

Já as importações totalizaram 51.845 bicicletas. Na comparação com 2019, que teve 74.962 unidades importadas, foi registrada uma retração de 30,8%.

Também de acordo com dados do portal Comex Stat, a China respondeu pelo maior volume, com 36.910 bicicletas. Na sequência, vieram Taiwan (8.355 unidades) e Vietnã (3.298 unidades).

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