03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Manifestantes versus polícia no Centro: ruas são fechadas e viaturas atuam

Publicado em 26 de dezembro, 2020

Manifestantes versus polícia no Centro

Manifestantes versus polícia no Centro tem ocupação de rua e uso de spray de pimenta. Lojas não abriram

Lojistas e funcionários do Centro fazem manifestação, neste momento, protestando contra decreto estadual de combate à pandemia de coronavírus. Fecharam a esquina da avenida Eduardo Ribeiro com a Sete de Setembro e desistiram. Agora fecham a esquina da avenida com a Marquês de Santa Cruz, próximo ao Relógio Municipal.

Os manifestantes também estão concentrados na avenida Floriano Peixoto, atrás do antigo prédio da Receita Federal. Essa área está fechada.

A Secretaria Estadual de Segurança (SSP), com as polícias Civil e Militar, fecharam com gradis o chamado “Shopping Bate-Palmas”. O local fica na avenida Floriano Peixoto. Viaturas da PM foram espalhadas no local.

Manifestantes versus polícia no Centro

Área do “Shopping Bate-Palmas”, uma das mais movimentadas do Centro, foi fechada com gradis

Manifestantes versus polícia no Centro

A polícia espalhou viaturas pela zona central

 

Lojas fechadas

As manifestações de lojistas iniciaram na véspera do Natal, embora o decreto de restrições tenha validade apenas deste sábado (26/12) a 10/01. Um dos manifestantes, em meio a vários funcionários e lojistas, prometia abrir as lojas no sábado. “Vamos abrir, taxistas e mototaxistas vão continuar trabalhando”, dizia.

As lojas, no entanto, até o fechamento desta matéria (11h10), permaneciam fechadas, em toda a zona do Centro.

O decreto do Governo do Estado, anunciado pessoalmente pelo governador Wilson Lima, fechou o comércio, incluindo bares e restaurantes. Fica liberado apenas o serviço de entrega (delivery). Os shoppings podem usar estacionamentos como “espaço de entrega”.

A Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) foi à Justiça, no dia da edição do decreto, 23/12, buscando liminar para continuar funcionando. O desembargador João Simões, no plantão, negou a suspensão e disse que as medidas tomadas pelo governo são necessárias.

Na véspera do Dia de Natal (24/12), uma festa no Atlético Rio Negro Clube, Centro, com 500 pessoas, foi fechada pela polícia. No mesmo dia, na rua Palafita, no Japiim, 1,5 mil pessoas estavam reunidas, desafiando o decreto, e a festa também foi interditada. Numa Chácara do Tarumã, na festa Sunset, dia 25/12, também havia cerca de 1,5 mil pessoas quando os policiais chegaram.

A ordem do governo vem sendo cumprida, com apreensão de instrumentos, som e bebidas em festas clandestinas.

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