
Renovação depende de Wilson e David, para prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que recebeu o Portal do Marcos Santos para um balanço dos oito anos de gestão. Foto: Reprodução
A renovação política no Amazonas está nas mãos do governador Wilson Lima e do prefeito eleito David Almeida. “Só depende deles”, disse o prefeito Arthur Virgílio, em balanço sobre a gestão na Prefeitura de Manaus. “Deixo as finanças em ordem e muitas obras, mas meu Calcanhar de Aquiles é o transporte coletivo”, constata o prefeito.
Arthur, que passa o comando da Prefeitura de Manaus no dia 1º de janeiro, recebeu o Portal do Marcos Santos para um balanço dos oito anos de gestão. O reconhecimento do “Calcanhar de Aquiles”, no transporte, se deve a uma dívida, contraída em dólar, para compra de 900 ônibus. “É uma dívida impagável. Ninguém compra 900 ônibus de uma vez, numa frota de 1,2 milhão. Tem que renovar aos poucos, para que não fiquem velhos de uma vez”, enfatiza.
O prefeito contou que negociou com embaixador Sueco, porque a compra foi feita da sueca Volvo, e o pessoal do banco holandês HSBC, que emprestou o dinheiro. “Disse ao embaixador que também sou diplomata e não adiantava me ameaçar de não vender mais jatos para o Brasil porque eles vendem jatos de segunda. Numa guerra direta, a Suíça sempre vencerá o Brasil porque terá os melhores aviões. E ao pessoal do HSBC disse que são tão bons em oferecer produtos e esqueceram de oferecer o Hedge (Cambial). Isso permitiria que a dívida fosse paga ao dólar da época, em R$ 1,7, e não nesse câmbio maluco, chegando a R$ 6”, explica.
O prefeito considera que David Almeida pegará uma Prefeitura saneada, financeiramente, obedecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal. “É uma Bíblia para mim”, disse. E tem orgulho da organização da Previdência Social”.
Arthur aborda o próprio futuro com reservas. “Vou descansar. Meu pai me dizia: ‘Dificilmente você sai da política. Mais fácil a política sair de você’. Ele falou sobre o presidente Bolsonaro. “Ou o presidente está alheio ou não é mesmo de perseguir ninguém porque não tive nenhuma dificuldade com o governo dele”, enfatizou, depois das polêmicas públicas com Bolsonaro.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ministro da Saúde, general Pazuello, contemporâneo e amigo pessoal do prefeito, estão entre os membros da equipe federal mais elogiados. Ele também disse “gostar muito” do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Duarte Guimarães, que não opôs obstáculos a empréstimos da Prefeitura.
Sem o número exato à mão, Arthur reconhece que a Prefeitura investiu, em 2019 e 2020, cerca de R$ 2 bilhões/ano em obras. Veja, a seguir, a íntegra da entrevista que o prefeito concedeu ao portal:
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