
A peça teatral “Ambrozhya e o Phantasma da Arte” apresenta uma crítica social e política dos fazeres culturais do início dos anos 1920. Foto: Divulgação
A tragicomédia “Ambrozhya e o Phantasma da Arte”, do dramaturgo Sérgio Cardoso, inicia temporada neste sábado (5), no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola (rua Gandú, 119, Cidade Nova, zona Norte) às 15h, com acesso gratuito. Esta será a primeira de quatro apresentações no mês de dezembro, aos sábados, como parte do projeto “A ahrte contra seus phantasmas em 04 zonas de Manaus – Temporada de Ambrozhya”. A produção é de Michel Guerrero e a direção de Douglas Rodrigues.
O espetáculo, de 75 minutos, é uma crítica social e política do início dos anos 20, do século XX, sobre os fazeres culturais. Escrita em 1981, conta a história de uma família a partir de 1918, que após uma crise tenta sobreviver financeiramente por meio da promoção de espetáculos artísticos, em uma cidade abandonada chamada Lazone.
A trama se desenrola após o quadro do pintor lazonense Leone Castomante ser vendido por 100 mil libras em uma casa de leilões, na cidade de Londres. Sabendo dessa informação, a família promove um evento para celebrar os 20 anos do desaparecimento inexplicável do pintor, que é o fantasma da arte que paira sobre Lazone.
Além de Douglas Rodrigues e Michel Guerrero, a equipe da peça teatral é formada por Geraldo Langbeck, Paulo Altallegre, Dione Maciel, Luso Neto, Karol Medeiros, Israel Castro e Felipe Moura.
“Ambrozhya” consta na coletânea de Sérgio Cardoso, o “Livro do Teatro Urbano das Mulheres de Lazone”. “A obra sempre terá um conteúdo atual, pois fala sobre os fazeres culturais. Em 1980, quando o país estava em um processo de abertura política, a situação era ainda pior, pois não havia fomento aos artistas, que viviam à míngua”, comenta o autor. “A história também envolve muito suspense e terror sobrenatural. Estou muito honrado e orgulhoso pela montagem”.
Esse projeto teatral será encenado ainda nas zonas Leste, Oeste e Centro-Oeste, e conta com o apoio do Governo Federal – Secretaria Especial de Cultura, Prêmio Conexões Culturais – Lei Aldir Blanc/Prefeitura de Manaus/ Manauscult e Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.
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