27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Derrubada a eleição da Assembleia Legislativa, por conta da pressa em aprovação de PEC. Veja íntegra da decisão

Publicado em 05 de dezembro, 2020

Derrubada a eleição da Assembleia Legislativa

Derrubada a eleição da Assembleia Legislativa, pelo desembargador Wellington Araújo (foto)

O desembargador Wellington José de Araújo anulou a eleição para a mesa diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ocorrida quinta (03/12). O magistrado julgou procedente Mandado de Segurança, nesta sexta (04/12). O pedido foi feito pelos deputados estaduais Belarmino Lins (PP), Saullo Vianna (PPS) e Alessandra Campelo (MDB). Eles alegaram “ato ilegal e abusivo” do atual presidente da Aleam, Josué Neto.

O principal alvo da ação é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 005/2020, aprovada em poucas horas do dia 03/12, data da eleição. O pleito estava marcado para 16/12 e a PEC antecipou a data.

Os parlamentares impetrantes alegam que apresentação, aprovação de urgência, pareceres, tramitação nas comissões de Constituição e Justiça e Especial, aprovação em dois turnos, promulgação e até publicação no Diário Oficial do Legislativo ocorreram em poucas horas. “São todos os atos individuais que compões o complexo processo legislativo”, alegam.

O advogado dos deputados é Mário Augusto Marques da Costa. A Assembleia ainda não nomeou defesa. O desembargador encaminhou a decisão anulatória para a Casa e deu vistas ao Ministério Público. É o momento da atual mesa diretora se pronunciar.

 

A eleição

A eleição da mesa diretora que dirigirá a Aleam em 2021 e 2022 foi tumultuada. Nos bastidores se falava de briga interna, no grupo ligado ao governador Wilson Lima, entre Roberto Cidade (PV) e Alessandra Campelo.

Cidade, após a aprovação da PEC antecipando a eleição, apareceu no plenário como candidato da situação. O presidente Josué Neto surgiu como 1º vice-presidente. A chapa venceu a oposição, que teve Belarmino de presidente, por 16 a 8.

A deputada Joana D’Arc acusou Cidade de ter comprado votos por R$ 200 mil. Depois, findo o pleito, tentou cumprimentar o vencedor e acabou sendo rechaçada.

A dúvida agora é se o grupo ligado ao governador Wilson Lima terá tempo, até o dia 16/12, para manter a decisão do desembargador Wellington. E, ao mesmo tempo, se apresentará à eleição revertendo o placar amplamente favorável à situação. A chapa de Belarmino, para se ter ideia, teve que ser apresentada sem ocupar dois dos nove cargos, por falta de nomes.

CLIQUE AQUI PARA LER A ÍNTEGRA DA DECISÃO

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.