
Promotor de festas clandestinas vinha ostentando, em fotos como essa, na sacada de hotel de luxo em Jericoacoara (CE)
Elves Charles Júnior, conhecido como Charles Filho, sobreviveu à tentativa de assassinato, ocorrida nesta terça (24/11). “Ele levou muitos tiros. O carro parece metralhado. Nenhuma bala, porém, acertou o tórax. Só cabeça e pernas. O estado dele é grave, mas depende das próximas 48 horas”, disse uma fonte do portal.
Um Voyage, cujas placas não foram identificadas, emparelhou com o carro que Elves dirigia e dele vieram os disparos. “O carro ficou como se tivesse sido metralhado”, disse uma testemunha.
Socorrido pelo Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) e levado ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, Elves passou horas em cirurgia. Cirurgiões vasculares tiveram muita dificuldade em conter sangramento provocado por um tiro que atingiu a veia femoral. Ela leva todo o sangue que sai da perna e os médicos dizem que um ferimento profundo pode matar a vítima em até 20 minutos.
Outro problema do promotor de eventos foi para os cirurgiões de traumatologia bucomaxilosfacial. Um tiro teria atingido o rosto da vítima e a bala atravessou a boca, levando parte da língua.
O paciente está na UTI e depende das 48 horas pós-cirurgias para que os médicos determinem um prognóstico. “Todos ficaram espantados com tantos tiros e a sobrevivência”, disse a fonte.

Elves exibia carrões, mas estava num Renault básico quando sofreu o atentado
Elves Charles Júnior, que usa os perfis Charlesfilho23, no FaceBook e Instagram, é conhecido no mercado das festas clandestinas. Trata-se de um segmento próspero, durante a pandemia, quando shows estão proibidos.
Esses eventos são uma espécie de “vale-tudo”, com tudo liberado.
“Charles Filho” é exibicionista. Publica fotos ao lado de carrões. Gosta de aparentar riqueza. Como em foto, na sacada do Essenza Hotel, na famosa praia de Jericoacoara, tomando um bem fornido café da manhã. As diárias nas suítes superiores, com essa vista, custam em torno de R$ 1,7 mil. Ele fez o post cinco dias antes do atentado.

Vitor, acusado, afirma que tem álibi, está orientado e se apresentará à polícia
Perfis clandestinos e de fofoca policial dizem que o promotor de eventos mexeu com a mulher de “alguém da alta”. E que teria sido ameaçado por Vitor Rios, dono do Forró Palafita. Vitor, porém, nega o envolvimento e prometeu ir a delegacia, esta quarta (25/11), prestar esclarecimentos. “Não tenho coragem de tirar a vida de uma formiga”, escreveu.
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