
Foto: Arquivo
Com a deflagração da Operação Ponta de Parada, a diretoria do Boi Caprichoso, por meio da vice presidente Karu Carvalho, veio a público informar que acompanha ‘atentamente as informações que envolvem o nome do presidente Jender Lobato e do ex-vice presidente, Sérgio Viana, para que, no momento oportuno, possa se pronunciar a respeito’.
A Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso disse que aguarda o transcorrer das investigações, “pois até o presente momento não existe nenhuma acusação formal feita contra o presidente Jender Lobato e nem contra o ex-vice presidente Sérgio Viana”.
A nota ainda completa declarando que “conforme dispõe nossa Constituição Federal, ninguém será considerado culpado enquanto não houver decisão definitiva da Justiça, devendo se resguardar o contraditório, ampla defesa e o devido processo legal. Considerando que se trata de uma investigação recém iniciada, não é possível se concluir nada, reafirmando-se a total confiança no Poder Judiciário e que, ao final, tudo será devidamente esclarecido”, finaliza.
A operação foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (23), pela Polícia Federal, e investiga o desvio de R$ 5,7 milhões decorrente de superfaturamento de serviços de transporte escolar e aquisição de combustível no município de Presidente Figueiredo, região metropolitana de Manaus.
Durante a operação foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária no município de Manaus (AM). Entre os presos está o presidente do Caprichoso, advogado Jender Lobato. Ele era o presidente da Comissão de Licitação de Presidente Figueiredo, em 2017.
Outros presos são Rosedilse de Souza Dantas, a Rose, sócia da empresa do deputado estadual Saullo Vianna, principal investigado na operação; Sérgio Rodrigues Vianna, 74, pai de Saullo e ex-presidente do Movimento Marujada, do Boi Caprichoso; e Udsom Maranhão Santos Duarte, engenheiro, que seria funcionário da Prefeitura de Presidente Figueiredo.
O principal alvo da operação seria o deputado Saullo Vianna, que estaria coberto por imunidade parlamentar e foro privilegiado. Mesmo assim, a PF teria conseguido a quebra do sigilo telefônico dele e, a partir daí, obtido os dados para a operação deflagrada nesta manhã.
Em resposta, o deputado Saullo Vianna se manifestou por meio de suas redes sociais informando que está a disposição das autoridades para ‘colaborar no trabalho de investigações sobre denúncias relacionadas a licitações em Presidente Figueiredo, em 2017’. “Meu trabalho como parlamentar desde 2019, quando assumi o cargo, inclusive, é fiscalizar a aplicação de recursos públicos e sou muito cioso com essa função” declarou ele.
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