
Comissão da Mulher da Aleam repudia absolvição de acusado no caso Mariana Ferrer. Foto: Divulgação
Em nota, à Comissão da Mulher da Família e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), repudiou a absolvição pela justiça, do empresário André de Camargo Aranha, réu em uma ação que o acusava de ter estuprado a catarinense Mariana Ferrer, 23, no ano de 2018.
De acordo com a nota, a absolvição aconteceu mesmo as provas apontando para a existência do crime. O documento divulgado nas redes sociais, ainda cita o tratamento dado a vítima durante a audiência de julgamento.
“Também repudia a humilhação sofrida pela jovem, durante toda a audiência, onde teve a sua posição de vítima e a veracidade da acusação de estupro questionados a todo momento”, diz trecho da nota. “Não existe justificativa para um crime covarde e muito menos para humilhação praticada por aqueles que deveriam fazer valer a justiça”.
Na segunda semana de setembro, a hashtag #justiçapormariferrer alcançou aos trend topics do Twitter. O motivo: chegava ao fim o julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter catarinense Mariana Ferrer, 23, durante uma festa em 2018. Ele julgado inocente.
Segundo o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo portanto intenção de estuprar – ou seja, uma espécie de “estupro culposo”. O juiz aceitou a argumentação.
Leia a nota de repúdio na íntegra aqui:
A Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas manifesta total repúdio a absolvição do empresário André Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018, apesar de todas as provas apontarem para o crime.
Também repudia a humilhação sofrida pela jovem durante toda a audiência, onde teve a sua posição de vítima e veracidade da acusação de estupro questionados a todo momento. Mesmo diante do trauma causado pela agressão. Mariana teve que implorar por respeito em vários momentos da audiência e nada foi feito.
A situação inadmissível e infelizmente retrata a realidade de muitas mulheres por todo o Brasil, que por medo de serem julgadas e desacreditadas não denunciam esses crimes.
Não existe justificativa para um crime covarde e muito menos para humilhação praticada por aqueles que deveriam fazer valer a justiça.
A comissão se solidariza com Mariana Ferrer e reitera o compromisso de buscar meios que cada vez mais eficazes de combater e punir violência contra mulher, seja ela da espécie que for.
