12/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Comissão da Mulher da Aleam repudia absolvição de acusado no caso Mariana Ferrer

Publicado em 04 de novembro, 2020

Comissão da Mulher da Aleam repudia absolvição de acusado no caso Mariana Ferrer

Comissão da Mulher da Aleam repudia absolvição de acusado no caso Mariana Ferrer. Foto: Divulgação

Em nota, à Comissão da Mulher da Família e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), repudiou a absolvição pela justiça, do empresário André de Camargo Aranha, réu em uma ação que o acusava de ter estuprado a catarinense Mariana Ferrer, 23, no ano de 2018.

De acordo com a nota, a absolvição aconteceu mesmo as provas apontando para a existência do crime. O documento divulgado nas redes sociais, ainda cita o tratamento dado a vítima durante a audiência de julgamento.

Comissão da Mulher

“Também repudia a humilhação sofrida pela jovem, durante toda a audiência, onde teve a sua posição de vítima e a veracidade da acusação de estupro questionados a todo momento”, diz trecho da nota. “Não existe justificativa para um crime covarde e muito menos para humilhação praticada por aqueles que deveriam fazer valer a justiça”.

Justiça

Na segunda semana de setembro, a hashtag #justiçapormariferrer alcançou aos trend topics do Twitter. O motivo: chegava ao fim o julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem promoter catarinense Mariana Ferrer, 23, durante uma festa em 2018. Ele julgado inocente.

Segundo o promotor responsável pelo caso, não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação, não existindo portanto intenção de estuprar – ou seja, uma espécie de “estupro culposo”. O juiz aceitou a argumentação.

Leia a nota de repúdio na íntegra aqui:

A Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas manifesta total repúdio a absolvição do empresário André Camargo Aranha, acusado de estuprar a jovem catarinense Mariana Ferrer, de 23 anos, durante uma festa em 2018, apesar de todas as provas apontarem para o crime.

Também repudia a humilhação sofrida pela jovem durante toda a audiência, onde teve a sua posição de vítima e veracidade da acusação de estupro questionados a todo momento. Mesmo diante do trauma causado pela agressão. Mariana teve que implorar por respeito em vários momentos da audiência e nada foi feito.

A situação inadmissível e infelizmente retrata a realidade de muitas mulheres por todo o Brasil, que por medo de serem julgadas e desacreditadas não denunciam esses crimes.

Não existe justificativa para um crime covarde e muito menos para humilhação praticada por aqueles que deveriam fazer valer a justiça.

A comissão se solidariza com Mariana Ferrer e reitera o compromisso de buscar meios que cada vez mais eficazes de combater e punir violência contra mulher, seja ela da espécie que for.

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