
Terceira fase da ‘Mamon’ apreende 8 fuzis, pistolas e grande munição. Foto: Divulgação
Oito fuzis e mais sete pistolas, além de grande munição de vários calibres, foram apreendidos durante a deflagração da terceira fase da Operação Mamon, pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).
De acordo com o delegado Rafael Allemand, diretor do DRCO, nesta fase das investigações, os agentes policiais esperaram as movimentações de alvos que não foram presos anteriormente.
Após a deflagração da Mamon, o grupo retirou as armas do Manaquiri (distante 60 quilômetros em linha reta da capital) e levou para Autazes (distante 113 quilômetros em linha reta da capital). Um dos integrantes da facção criminosa foi preso e contou onde as armas estavam enterradas.
A Operação Mamon é a maior ação contra o tráfico de drogas já registrada na história do Estado. Na segunda etapa, seria pedido o sequestro judicial de bens que estão em nome de membros da organização criminosa, que serviam para auxiliar e financiar práticas criminosas.
De acordo com o secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates, um levantamento sobre imóveis e empresas que pertencem à organização criminosa já está sendo feito pela equipe do DRCO.
“Agora entra a parte dos imóveis, dos bens da quadrilha. Tanto de imóveis quanto das empresas que eles possuíam. Está sendo solicitado agora, pelo DRCO, no Judiciário o sequestro desses bens para que possa ser revertido para a Segurança Pública, através do Fundo Nacional de Segurança”, disse o secretário.
O diretor do DRCO, delegado Rafael Allemand, explicou que alguns bens já foram apreendidos na primeira fase, como lanchas e carros, mas já é de conhecimento da polícia que a organização criminosa também possui cabeças de gado e cavalos de raça.
“Tudo isso será identificado, será pedido o sequestro desses bens, tendo em vista que são oriundos do tráfico de drogas. Vamos pedir o sequestro para ficar totalmente à disposição da Justiça e, de alguns, pedir reversão para a Secretaria de Segurança de Pública”, explicou.
Depois de toda a droga e dinheiro apreendido, agora o DRCO trabalha em documentação e identificação, junto aos cartórios, para saber quais imóveis pertencem à quadrilha. A ação fez a apreensão de mais de 6 toneladas de entorpecentes, além de 20 veículos, uma lancha, duas balsas, um jet ski, joias e o montante de R$ 3 milhões em espécie, pertencente a uma organização criminosa. O prejuízo ao crime organizado está estimado em R$ 100 milhões. Dez pessoas foram presas durante a ação.
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