
Policiais da Delegacia de Codajás atuaram no caso. Foto: Divulgação/PC-AM
Luzenildo de Aguiar Braga, de 22 anos, foi preso e o irmão dele, um adolescente de 17 anos, foi apreendido, na cidade de Codajás (a 240 quilômetros em linha reta de Manaus). Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os dois são suspeitos de fazer ‘tocaia’ e matar o próprio cunhado, identificado como Alexandro de Oliveira Vasconcelos. O homem foi assassinado com um tiro no peito disparado pelo adolescente. Os irmãos teriam cometido o crime porque a vítima maltratava uma irmã deles.
A ação policial que localizou os dois ocorreu no bairro São Francisco, em Codajás. A 78ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Codajás agiu em conjunto com a Polícia Militar (PM) e chegou aos suspeitos, na manhã de quarta-feira (7/10), por volta das 10h.
De acordo com a escrivã Ana Cristina Pereira, gestora da DIP, o fato ocorreu na última segunda-feira (5/10), por volta das 17h, na estrada que liga Codajás a Anori.
“O adolescente desferiu um tiro de espingarda calibre 16, que pertence ao pai dele, no peito do cunhado. Segundo o indivíduo, a motivação do crime seria porque a vítima maltratava a irmã deles. No dia do fato, os irmãos ficaram de tocaia, esperando Alexandro chegar na comunidade Florisbela, zona rural de Codajás, e o avistá-lo, o adolescente pulou na frente do cunhado e efetuou o disparo, e em seguida jogou a arma no chão, e se escondeu na mata com o irmão”, comentou a escrivã.
Conforme a gestora, após o crime, os irmãos ficaram escondidos na mata a noite toda. Depois, eles se deslocaram para Codajás, onde se abrigaram na casa de outra irmã.
Depois que os policiais civis descobrirem a localização deles, por meio de denúncia anônima, foram até o local, com apoio da PM, e efetuaram a prisão e a apreensão.
Luzenildo irá responder pelo crime de homicídio qualificado por ser cúmplice da ação. Após os procedimentos cabíveis na 78ª DIP, ele permanecerá na carceragem da unidade policial à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o adolescente cometeu Auto de Infração Social (AIS), equivalente ao flagrante, e solicitou ao judiciário que o menor de idade responda pelo Ato Infracional Análogo ao crime de homicídio qualificado.
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