
Klinger Araújo morreu de Covid-19, nesta terça. Foto: Divulgação
O secretário de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, lamentou a morte do cantor Klinger Araújo, ocorrida nesta terça-feira (29/9). “Deixa um legado cultural gigante”, destacou. Artistas, políticos e autoridades também manifestaram pesar pelo falecimento do ‘Furação do Boi’. Klinger estava internado desde o último dia 13 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Samel, em Manaus.
O cantor faleceu no início da tarde desta terça, aos 51 anos, vítima de complicações renais causadas pelo novo coronavírus (Covid-19). A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa manifestou “profundo pesar” pelo falecimento do artista amazonense.
“Klinger era uma pessoa extraordinária, que sempre emanava coisas boas. Inspirador, alto astral. Deixa um legado cultural gigante, uma história relacionada à rádio, onde trabalhou durante muito tempo. Trabalhamos juntos em alguns programas de rádio, na Difusora, por exemplo. Um artista inigualável, versátil, irreverente e muito talentoso”, comentou o secretário Marcos Apolo Muniz.
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e a primeira-dama e presidente do Fundo Manaus Solidária, Elisabeth Valeiko Ribeiro, manifestaram profundo pesar pela morte do artista parintinense. “Deixa a cidade de Manaus e todo o Amazonas de luto”, disse o prefeito.
O Boi Caprichoso divulgou, em uma rede social, nota de pesar. “A Associação Cultural Boi-Bumbá Caprichoso lamenta profundamente a morte do toadeiro Klinger Araújo”, diz o texto. “O presidente Jender Lobato e o vice Karu Carvalho, ainda impactados com a notícia, se irmanam, neste momento de dor e perda, com familiares e amigos. Ao mesmo tempo, decretam luto de 3 dias na Agremiação Cultural, em respeito à memória desse grande artista que muito contribuiu para a exaltação da toada e divulgação do Festival Folclórico de Parintins”, afirma outro trecho da mensagem.
“Chocada com essa partida inesperada do nosso furacão @klingeraraujo. Numa hora dessas é que temos a certeza da nossa fragilidade humana. Que o Senhor o receba em sua morada e console os seus. Muito triste!!!!!”, publicou a cantora Lucilene Castro, no Facebook.
Candidatos à Prefeitura de Manaus também lamentaram o falecimento.
“O mundo da arte e do encantamento da música dos bumbás de Parintins perdeu um ser humano especial e um artista importante que entra para a história do nosso Estado. Lamento e me entristeço com sua morte, e me solidarizo com seus familiares, amigos e milhares de fãs. O Amazonas inteiro reconhece a imensa contribuição de Klinger Araújo, o nosso ‘Furacão do Boi’, para a nossa cultura e a alegria de nosso povo”, disse Amazonino Mendes (Podemos).
“Manifesto profundo pesar pelo falecimento precoce do mestre Klinger Araújo, o Furacão do Boi. Pioneiro, Klinger foi dono de uma trajetória artística da mais absoluta importância para a cultura amazonense, tendo sido um dos responsáveis por popularizar a toada de Parintins em Manaus e em todo o Brasil, na década de 1990. Klinger parte deixando a saudade de sua alegria contagiante e o exemplo de profissionalismo, amizade, comprometimento e contribuição para a arte do Boi Bumbá. Em meu nome e de toda família Nicolau, nossas sinceras condolências e solidariedade a seus familiares, amigos e legião de fãs neste momento de dor e eterna saudade”, disse Ricardo Nicolau (PSD).
A trajetória artística de Klinger Araújo começou em 1986, quando ele atuava como radialista em Parintins, município onde nasceu. Alguns anos depois, foi DJ e locutor dos noticiários da emissora local.
Klínger foi um dos artistas mais populares do Amazonas, sendo carinhosamente conhecido como ‘Furacão do Boi’ graças ao trabalho dedicado aos bumbás Garantido, onde iniciou a carreira na década de 1990; e Caprichoso, onde firmou raízes folclóricas e atuou como cantor, instrumentista e backing vocal.
A última apresentação em Parintins, pelo Boi Caprichoso, foi durante o Carnaboi 2020, onde comandou a Nação Azul e Branca, e ainda foi homenageado no Carnailha.
Klínger Araújo foi um dos grandes responsáveis pela divulgação da cultura amazonense no Brasil e no exterior, tendo levado o ritmo do boi-bumbá para Las Vegas e Nova York, entre outras cidades. Em outubro de 2017, ele gravou o primeiro DVD, no palco do maior templo da cultura local, o Teatro Amazonas.
Klínger, que era casado com a também cantora Vanessa Alfaia, deixa quatro filhos e dois netos.
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