
Com aumento de internações por Covid-19, Estado reajusta plano macro para o Delphina Aziz. Foto: Arquivo
O Governo do Estado vinha divulgando o plano macro de reabertura do Hospital Delphina Aziz, que virou referência para tratamento de Covid-19. No entanto, diante do crescimento de internações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou, nesta quarta-feira (16/9), que está readequando o plano.
No domingo (13/9), o Governo do Amazonas informou que o Delphina iniciaria, neste mês de setembro, a retomada de atendimentos gerais com uma nova carta de serviços à população. A readequação é parte das ações do programa ‘Saúde Amazonas’, lançado pelo governador Wilson Lima no dia 31 de agosto. Na ocasião, o Estado afirmou que “após ser referência para pacientes com novo coronavírus (Covid-19), o hospital se tornará unidade de retaguarda e referência cirúrgica para a rede estadual de saúde, com o aumento na oferta gradual de consultas, exames e cirurgias”.
Antes, no dia 7 deste mês, o secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, se reuniu com técnicos da SES-AM e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), para definir o cronograma e ajustes no processo de reabertura total do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz para atendimentos não Covid-19.
Nesta quarta, porém, a SES-AM disse, em nota de esclarecimento, que está readequando o plano macro de reabertura do Hospital Delphina Aziz, “que permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19”.
A decisão foi tomada por medida de precaução e para que seja possível avaliar a permanência de uma curva de crescimento de internações por Covid-19. “A Secretaria informa, ainda, que trabalha para manter o cronograma de abertura do Parque de Imagens do Delphina”, afirmou a pasta.
Na nota divulgada nesta quarta, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) esclarece que, apesar da substancial queda no número de casos, internações e óbitos no estado até o fim de agosto, o Amazonas ainda permanece com circulação viral de Covid-19 na capital e no interior, ou seja, o estado continua em pandemia.
Os indicadores monitorados pela FVS-AM apontam uma desaceleração na queda da média móvel de casos e um movimento de alta na média móvel de internações pela doença. “Porém, no momento não é possível afirmar que o Amazonas vive uma segunda onda de Covid-19”.
Para a FVS-AM, o aumento de internações é reflexo das aglomerações. A fundação citou as aglomerações registradas em em balneários, bares, casas noturnas, festas, confraternizações de aniversário e convenções partidárias em função do período eleitoral.
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