
Polícia faz buscas por corpos que teriam sido enterrados onde PMs foram mortos no rio Abacaxis. Foto: Divulgação
Policiais estão fazendo buscas por possíveis três corpos enterrados na mesma área onde ocorreu a morte de dois policiais no rio Abacaxis, no município de Nova Olinda do Norte. As informações foram repassadas pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM).
Conforme o órgão, as diligências estão ocorrendo desde esta segunda-feira (10), mas os corpos ainda não foram localizados. Portanto, a secretaria não confirmou que os cadáveres existam, de fato.
A informação que se tem é que os três corpos, sendo dois do sexo masculino e um feminino, teriam sido enterrados naquela localidade.
Os corpos também seriam pertencentes a mesma família e estariam na região onde ocorreu a morte dos dois PMs e local onde a SSP já estava fazendo operação. As buscas continuam nesta terça-feira (11).
Uma operação policial, com cerca de 21 homens, na comunidade da Terra Preta, no rio Abacaxis, em Nova Olinda, terminou em tragédia. Dois policiais foram feridos e dois mortos no dia 3 de agosto. Moradores – ou integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) – haviam atirado num pescador. A polícia foi até lá para desarmar a comunidade, mas foi recebida à bala.
Os dois policiais que ficaram feridos, um no braço e outro no pescoço, receberam os atendimentos médicos e foram trazidos para Manaus.
Restam poucas dúvidas, para a polícia, de que se trata de integrantes do CV, tentando dar proteção aos produtores de maconha. Também há extração clandestina de ouro. A inteligência da SSP tem informação de que isso está ocorrendo em outros rios. “Não vamos mais permitir esse fechamento de rios e lagos por comunitários ou bandidos travestidos de comunitários. Eles que façam acordos de pesca e ajam dentro da legalidade. Receber pescadores a tiros não é algo que possamos tolerar”, disse o secretário de Segurança, coronel Louismar Bonates.
O confronto no rio Abacaxis começou quando um grupo de pescadores foi rechaçado por ditos moradores. Um deles, o secretário-adjunto do Fundo de Promoção Social (FPS), do Governo do Estado, Saulo Moisés Rezende da Costa, foi alvejado no ombro.
O grupo teve que retornar às pressas para Manaus e fez a denúncia do ocorrido no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A partir daí, a SSP preparou uma ação das polícias Civil e Militar para ir até o local e desarmar os agressores. A operação, sigilosa, começou no amanhecer de sábado e culminou com a troca de tiros no dia 3.
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