
Militares do Exército e empresários são condenados por desvios que envolviam até festas em motel. Foto: Divulgação
A Justiça Militar da União condenou, em primeira instância, 26 envolvidos na Operação Saúva, deflagrada em 2006 pela Polícia Federal, em Manaus.
A operação investigou esquema de superfaturamento de compras de gêneros alimentícios nas licitações do Exército Brasileiro. A decisão cabe recurso na segunda e última instância do Superior Tribunal Militar, em Brasília.
A fraude envolvia compra de alimentos entre os anos de 2005 e 2006. Foram condenadas 26 pessoas, sendo 11 oficiais, 8 militares de baixa patente e 7 empresários. As penas chegam a 16 anos, no caso de um deles.
Entre os denunciados e condenados estão empresários dos Estados do Amazonas, Minas Gerais e São Paulo, servidores públicos municipais, estaduais e federais, e militares do Exército.
O grupo teria desviado, em valores não atualizados, R$ 620 mil em pagamentos aos empresários, nos quais eram mexidos na quantidade e qualidade dos produtos adquiridos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio de licitações fraudadas.
Além disso, o esquema ocorria em algumas unidades militares, como batalhões de suprimentos, e até mesmo no Comando Militar da Amazônia (CMA) e na Diretoria de Suprimentos do Exército, em Brasília.
Conforme a sentença do juiz federal substituto da Justiça Militar, Alexandre Quintas, a proximidade entre alguns deles era tanta que até festas e prostitutas foram pagas para os oficiais e empresários. Pelos envolvidos serem réus primários, eles vão poder recorrer da sentença em liberdade.
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