
OMS considera vacina testada no Brasil a mais promissora contra a Covid-19. Foto: Divulgação
A vacina ChAdOx1 nCoV-19, que está sendo testada no Brasil, é a mais promissora contra a Covid-19, até o momento. A Mundial da Saúde (OMS) fez a afirmação nesta sexta-feira (26/6). Em todo o mundo, estão sendo testadas mais de 200 vacinas candidatas contra o novo coronavírus.
A fórmula foi produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. A vacina também está sendo testada na África do Sul e já foi submetida a testes bem sucedidos no Reino Unido.
Das mais de 200 vacinas testadas no mundo contra a Covid-19, 15 já entraram em fases clínicas, ou seja, já começaram a ser testadas em pessoas.
Para a OMS, a vacina do Reino Unido é a “mais avançada” do mundo na questão do desenvolvimento. Ao fazer as declarações, a cientista-chefe do organismo internacional, Soumya Swaminathan, afirmou que a pesquisa da Moderna, nos Estados Unidos, também “não fica muito atrás”.
A organização disse estar em contato com empresas da China, a fim de acompanhar outros estudos. A OMS também orientou que haja cooperação entre os testes com potenciais vacinas, a exemplo dos ensaios solidários que a instituição vem realizando com medicamentos.
Para a OMS, US$ 31,3 bilhões – o que equivale a aproximadamente R$ 171 bilhões – é o valor necessário para testes, vacinas e tratamentos contra o novo coronavírus. De acordo com a entidade, desse valor, ainda estariam faltando US$ 27,9 bilhões – R$ 152,8 bilhões. Desse valor, o equivalente a R$ 75 bilhões (US$ 13,7 bilhões) são urgentes.
“É um investimento que vale a pena fazer. Se não nos mobilizarmos agora, os custos humanos e as repercussões econômicas vão piorar — disse Ngozi Okonjo-Iweala.
“Embora esses números pareçam importantes, não são quando pensamos na alternativa. Se gastarmos bilhões agora, podemos evitar gastar milhares de bilhões depois. Precisamos agir agora e juntos”, afirmou Ngozi Okonjo-Iweala, enviado especial para a iniciativa internacional, durante uma conferência de imprensa virtual.
Estima-se que esses recursos contribuam para desenvolver e distribuir 500 milhões de testes e 245 milhões de tratamentos em países de baixa e média renda até meados de 2021. Além disso, espera-se que, até o fim de 2021, 2 bilhões de doses de vacinas sejam distribuídas pelo mundo, sendo metade em países de baixa e média renda.
“Está claro que, para controlar a Covid-19 e salvar vidas, precisamos de vacinas, diagnósticos e terapias eficazes, em volumes sem precedentes e em uma velocidade sem precedentes”, reforçou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-executivo da OMS. “E está claro que, como todos podem ser afetados pela Covid-19, todos devem ter acesso a todas as ferramentas de prevenção, detecção e tratamento, e não apenas àqueles que podem pagar por elas”, completou.
No Brasil, os testes da vacina de Oxford em voluntários começaram na semana passada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os testes no país devem contar com a participação de 2 mil voluntários em São Paulo, e com outros mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.
A Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann, financia o projeto. Nesta semana, o jornal O Globo divulgou que a fundação deve construir uma fábrica para a vacina no Brasil.
Uma outra vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac, deverá ser testada em 9 mil voluntários no Brasil, em julho deste ano. Será por meio de uma parceria com o Instituto Butantan. Os testes serão financiados pelo governo do estado de São Paulo.
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