
Ciclismo de Boa Vista a Manaus é encarado em sete dias por dupla que já viajou 13 dias, de Manaus a Cuzco, no Peru
O psicólogo e doutor em Saúde Pública Pedro Gomes de Queiroz Pierre, 58, e o gerente comercial Luiz Augusto, 30, decidiram encarar pedalando os 800 quilômetros, de Boa Vista a Manaus. Eles viajam sós, sem equipe de apoio, mas estão acostumados. Os dois já foram de Manaus a Cuzco, no Peru, num trajeto de 2,4 mil quilômetros, em apenas 13 dias. E viajaram pela BR-319 (Manaus-Porto Velho), depois de Porto Velho a Rio Branco e só então entraram em terras peruanas.
Pierre e Luiz Augusto já têm o próximo desafio: querem percorrer os 300 quilômetros da estrada de várzea da Vila Amazônia, em Parintins (AM), até Santarém (PA). Terão, como sempre, a companhia das bikes com pneus mais largos, freio hidráulico, luzes dianteiras e traseiras, além de 21 marchas.
A dupla viajou de ônibus até a capital roraimense e de lá fez o trajeto, pela rodovia BR-174. Foram sete dias, viajando de dia e descansando à noite, saindo na sexta-feira (29/05) e chegando hoje (04/06). “É o prazer do desafio e aproveitando para fugir do coronavírus”, disse Luiz Augusto, que os amigos conhecem como “capitão”.
A dupla foi recebida, a partir da entrada de Manaus, pelos amigos dos clubes de ciclistas Bike Lovers e Alto Giro. Foram, em seguida, até o Teatro Amazonas, no final da tarde, para registrar a conclusão do desafio.
“Sentamos e fizemos a logística, eu e Pierre, sempre de olho nos hotéis. A gente gosta de ficar em vilas porque é preciso dormir e comer bem. Se não o ciclismo fica prejudicado”, diz Luiz Augusto.
Os dois embarcaram para Boa Vista, de ônibus, quarta-feira (27/05). Chegaram no dia 28/05 e decidiram descansar o dia inteiro. A saída se deu do hotel Lua Nova, no Centro de Boa Vista, às 6h da sexta (29/05).
O primeiro pernoite (29 para 30/05) foi em Caracaraí (KM-660). O segundo (30-31/05) foi em Rorainópolis (KM-517), onde um grupo de bike os recepcionou. Sempre por volta das 6h, a dupla seguiu em direção à entrada da Terra Indígena Waimiri-Atroari, na divisa Roraima-Amazonas. “Dormimos e, no outro dia (01/06), saindo 7h, atravessamos os 130 quilômetros da reserva. Não tivemos qualquer dificuldade. Saímos às 15h”, revela Luiz.
O quarto pernoite (01-02/06) foi realizado na comunidade de Santo Antônio do Abonari, no KM-200. Às 6h, os aventureiros seguiram em direção a Presidente Figueiredo. No meio do caminho, porém, uma pane na bike obrigou a parada não prevista, para o quinto pernoite (02-03/060, na Pousada e Restaurante da Tia (KM-128).
O projeto se encerraria ontem (03/06), mas nova pane, a quebra do câmbio traseiro, com necessidade de reposição, fez com que pernoitassem em Figueiredo. O câmbio foi trocado na estrada, a 10 quilômetros da cidade.
Hoje (04/06), o dia começou com um café reforçado, no KM-100, seguido de almoço, no KM-41. “Já no KM-21, o Ramal do Pau-Rosa, a gente entrou em contato com nosso pessoal, avisando que estávamos chegando. Tinha que ter festa, depois de um desafio como esse”, comemora Luiz Augusto.
Veja mais notícias em Geral