06/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Violinista búlgara da AM Filarmônica interpreta “Brasileirinho”. Chico da Silva homenageou autor. Veja vídeo e áudio

Publicado em 27 de maio, 2020

Violinista búlgara

Violinista búlgara Elena Koynova (foto) interpreta trecho de “Brasileirinho”, clássico de Waldir Azevedo, no violino

A violinista búlgara Elena Koynova (@tzigumigu), integrante da Amazonas Filarmônica, publicou interpretação de “Brasileirinho”. Trata-se de um chorinho do carioca Waldir Azevedo (1923-1980) que foi concebido para cavaquinho, instrumento do qual o autor se tornou referência. A composição é de 1947.

A curiosidade está na interpretação do clássico por artista do Leste Europeu. Elena chegou a Manaus em 1999, vindo de Sófia, capital da Bulgária, trazida por Robério Braga, então secretário estadual de Cultura. Nunca mais saiu do Amazonas e bate ponto, todos os anos, na Batucada do Boi Garantido, em Parintins, sempre tocando violino.

Elena é maestrina e professora do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro. Ela gravou esse trecho da obra de Waldir Azevedo para oferecer “um pouco de alegria” em meio à pandemia.

 

Chico da Silva

O cantor e compositor amazonense Chico da Silva também homenageou Waldir Azevedo. Gravou a música “Choramingo de saudade”, de Clóvis Cavalcanti e Wagner de Almeida, em seu segundo vinil (1978), “Samba também é vida”.

“Foi um encontro fictício dos grandes mestres. Além do cavaquinho de Waldir, homenageia também Jacob do Bandolim e Pixinguinha. A música chama atenção, ainda, para a doçura da flauta. Um grande trabalho, com enorme sucesso”, lembra Chico.

A “cozinha” da gravação teve o que havia de melhor no samba brasileiro. O cavaquinho é tocado pelo maior nome moderno do instrumento, Alceu Maia. Neco faz o Violão de seis cordas e Dino Sete Cordas o de sete. O arranjador foi o maestro Ivan Paulo. “Tem 12 violinos no trabalho. Meus primeiros discos não usavam teclado ou sintetizador. Era tudo instrumento original”, revela o artista.

“Tenho muita influência do maxixe, como em ‘Esquadrão do samba’. O Ernesto Nazaré, mestre do chorinho, veio daí. O chorinho é o maxixe mais acelerado”, explica.

Clóvis Cavalcanti, por quem “Choramingo” chegou a Chico, é filho de Marcos Cavalcanti de Vasconcelos, conhecido pelo pseudônimo de Venâncio. Parceiro de Chico em várias músicas, Venâncio é também autor de “O último pau-de-arara”.

Ouça, abaixo, “Choramingo de saudade”, na interpretação de Chico da Silva:

Veja o vídeo de Elena Koynova, com “Brasileirinho” ao violino, em post publicado originalmente no Instagram @culturadoam:

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