
Bolsonaro dá festival de palavrões no vídeo da reunião ministerial liberado por Celso de Mello. Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro deu um festival de palavras de baixo calão, na reunião presidencial cujo vídeo acaba de ser liberado. A publicação foi feita por ordem do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O site da suprema corte brasileira não aguentou o número de acessos e travou, na área onde disponibilizou o vídeo.
A parte da reunião liberada tem 1h54. O presidente se mostra incomodado com as críticas a ele e família. Reclama, explicitamente, da falta de solidariedade do ministério. Cita sites, como “O Antagonista” e “UOL”. “Eles dizem: ‘O ministério tal vai bem, apesar do presidente’. Uma porra! Quem escalou o time fui eu”. Ele acrescenta que não se trata de desabado: “É a realidade”.
Há um trecho em que ele ataca os governadores do Rio de Janeiro e São Paulo, aos quais chama de “esses bostas”, termo no qual inclui o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. O prefeito reagiu, em nota, aos desaforos.
O vídeo veio à luz por causa da manifestação do ex-ministro Sérgio Moro. Ele disse, na entrevista de saída, que havia sido ofendido na reunião presidencial. A publicação revela que o presidente estava se referindo, quando fala em troca, à segurança do condomínio onde mora. “Se não puder trocar os meus seguranças, troco o chefe dele e troco até o ministro”.
A única ressalva feita pelo presidente, na equipe ministerial, é para o ministro Paulo Guedes. “Vou interferir em todos os ministérios. Todos! Com exceção da Economia porque não tenho problema com o Paulo Guedes”.
A “cartilha” fica clara, na “realidade” exposta por Jair Bolsonaro. “Sou de direita, defendo o livre mercado e o armamento da população. Se alguém for contra isso está no governo errado. Espere 2022 e se candidate”, ressalta.
Bolsonaro explica que quer armar a população para evitar que “um bosta qualquer” implante ditadura no Brasil. “Um prefeitinho, por decreto, manda botar algema no cidadão que está vendendo na rua. Não foi o próprio STF que proibiu o uso de algemas? Se a população estivesse armada isso não ia acontecer”, avalia.
Em vários trechos, o presidente da República enfatiza que as Forças Armadas saberão “cumprir o seu papel constitucional”.
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