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Dois homens suspeitos de clonar cartões magnéticos de beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e que estão recebendo o auxílio emergencial de R$ 600 foram presos pela Polícia Federal (PF), no Estado do Espírito Santo. A PF investiga se o crime está ocorrendo também em outros estados. Os criminosos um golpe conhecido como ‘chupa-cabra’.
O auxílio emergencial foi criado para minimizar os efeitos econômicos e sociais da pandemia da Covid-19.
A dupla foi detida em flagrante, na noite desta terça-feira (19/5), em Vila Velha. A informação foi divulgada pela Agência Brasil nesta quarta-feira (20/5).
Segundo o delegado federal Leonardo Rabello, chefe da delegacia de Combate aos Crimes Fazendários, investigadores do Serviço de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Federal (PF) chegaram aos suspeitos após a Caixa Econômica fornecer a relação das agências bancárias estaduais com o maior número de contestações de saques indevidos do auxílio emergencial.
De acordo com o delegado, a dupla instalava dispositivos eletrônicos nos terminais de autoatendimento de agências bancárias e, assim, conseguia clonar os cartões de benefícios sociais e filmar o momento em que as vítimas digitavam suas senhas de segurança.
Quando foram flagrados, os dois homens carregavam parte dos aparelhos usados no golpe. Conforme a PF, eles tinham acabado de atuar em agências da Caixa nos bairros do Ibes, em Vila Velha, e Jucutuquara, na cidade de Vitória, distante cerca de 11 quilômetros.
Segundo o delegado federal, o fato de os cartões magnéticos distribuídos aos beneficiários de programas sociais não conterem chips de segurança facilitou a ação dos criminosos. A PF estima que a dupla já havia desviado R$ 110 mil. O órgão investiga se o crime está ocorrendo também em outros estados.
“É o conhecido [golpe do] chupa-cabra. Que era muito usado no passado, mas que diminuiu consideravelmente em função do trabalho de segurança dos bancos, cujos cartões agora contêm chips magnéticos”, disse Rabello.
O delegado federal enfatizou que o pagamento de benefícios sociais por intermédio do uso de cartões sem chip “gera uma janela de oportunidade para grupos criminosos atuarem”.
Os dois homens presos ontem já são conhecidos por aplicar este tipo de golpe. Um deles tem dois mandados de prisão em aberto por fraudes bancárias com o uso de chupa-cabra em outros estados. O outro já cumpriu pena de prisão pelo mesmo motivo.
“São pessoas treinadas e que têm uma técnica para instalar esses dispositivos. Pessoas que já tinham fraudado agências bancárias e que agem de forma sorrateira, dificultando a vigilância das próprias agências”, acrescentou o delegado.
O delegado federal revelou, ainda, que a PF continua apurando o possível envolvimento de outras pessoas no golpe.
Os investigados responderão pelo crime de furto mediante fraude, cuja pena varia de dois a oito anos de prisão.
Fonte: Agência Brasil