
Estão fazendo palanque sobre cadáveres, ataca o governador, ao falar sobre impeachment. Foto: Reprodução/ live/ 12/05
O governador Wilson Lima falou, nesta terça (12/05), sobre a análise do pedido de impeachment (impedimento), na Assembleia Legislativa. “Estão fazendo palanque sobre cadáveres. A história vai cobrar isso. Há uma crise política, contaminada pela eleição deste ano. Na medida que alguém fala de outra coisa, que não seja o combate à Covid-19, atrapalha. Nada é mais importante, nesse momento, que salvar as vidas das pessoas”, atacou.
“Questões políticas devem ser deixadas para outro momento”, diz o governador. “Oportunistas não podem fazer palanque com amazonenses e muitos brasileiros que estão perdendo entes-queridos”, acrescentou.
“Acabei de reunir com os poderes, comércio, indústria e o Comitê de Crise. Mais cedo fui a um Clube de Mães, ver fabricação de máscaras para pessoas em vulnerabilidade social. É assim que ocupo meu tempo. Qualquer coisa que não esteja relacionada à pandemia é oportunismo”, disse o governador.
Wilson disse que políticos, autoridades em geral, devem se perguntar: “Qual tem sido meu papel nesse processo? O que estou fazendo para que mais pessoas não venham a óbito, que possam ser atendidas pelo sistema público de saúde? É preciso união e empenho para salvar vidas. Qualquer coisa além disso é oportunismo”, acrescentou.
A Assembleia Legislativa está na fase da formação da Comissão Especial que analisará a admissibilidade do pedido. O pedido, do Sindicato dos Médicos, engloba governador e o vice-governador e secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Almeida.
O Governo do Estado prorrogou o Decreto de Calamidade Pública, por conta da pandemia de Covid-19, em todo o Amazonas. “Mantivemos tudo o que estava no decreto anterior e acrescentamos o uso obrigatório de máscaras”, disse.
Durante todo o dia, o governador esteve discutindo a possibilidade de dar seguimento à abertura gradual da economia. O processo deveria iniciar no dia 13/05 e encerrar em 6 de julho.
A discussão voltará a ser aberta perto do fim do mês. O prazo da renovação da Calamidade Pública se estende até 31/05. “Estamos experimentando uma diminuição no número de casos. Mas ainda é cedo para fazer uma análise mais profunda”, disse o governador.
O Amazonas não vai aderir ao decreto do presidente Bolsonaro, considerando academias de ginástica e salões de beleza “atividades essenciais”.
“Renovamos o nosso decreto de Calamidade e só acrescentamos o uso obrigatório de máscaras. Estamos seguindo as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde”, disse Wilson Lima. Apesar da pergunta direta, ele preferiu não falar especificamente sobre o decreto de Bolsonaro.
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