21/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Turismo no AM atinge 75% de cancelamentos e 23 pousadas e hotéis planejam reabrir em junho

Publicado em 09 de maio, 2020

Turismo no AM

Turismo no AM, como o do Juma Lodge, no rio Juma, Careiro Castanho, em plena ascensão e com investimentos privados, enfrenta crise da pandemia de Covid-19

O setor de turismo no Amazonas fechou em abril, continuará fechado em maio e avaliará se reabre a partir de junho. Pelo menos esta é a disposição dos 23 hotéis e pousadas associadas ao Amazonas Cluster de Turismo. O grupo registrou 75% de cancelamentos das reservas, em março, devido à pandemia de Covid-19. “A campanha ‘Não cancele, remarque’ não funcionou”, afirma o empresário Ricardo Daniel Pedroso, da Viverde Turismo.

O Amazonas Cluster é associação patronal, que atua nos setores de hotelaria urbana, hotelaria de selva, barco hotel e agência de viagem. Nomes como Mirante do Gavião e Anavilhanas Jungle Lodge, de Novo Airão, Cirandeira Bela, de Manacapuru, e Juma Amazon Lodge, do rio Juma, no Careiro Castanho, estão no grupo. Entre os urbanos figuram Casa Teatro, Villa Amazônia e Juma Ópera, que despontam como hotéis de charme em Manaus.

O faturamento bruto das 23 empresas do Cluster, em 2019, atingiu R$ 85.105.210. Foram recebidos por essas empresas, ano passado, 47.928 visitantes, 33% brasileiros e 67% estrangeiros.

Das empresas associadas, 70% fazem parte do Simples Nacional e todas fizeram investimentos em suas unidades, em 2019. É significativo que, no lugar de esperar pela burocracia oficial, 95% utilizaram capital próprio.

 

Queda vertical

O Cluster previa, inicialmente, que a pandemia de Covid-19 diminuiria o número de turistas, em 2020, em apenas 17%. “Essa estimativa inicial, se fosse feita hoje, não ficaria abaixo de 60%”, estima Ricardo.

O prejuízo avaliado pelo Amazonas Cluster, no setor, é de R$ 19 milhões, entre janeiro a abril.

“Em janeiro, poucas reservas canceladas, não chegou a 10%. Já fevereiro, os cancelamentos chegaram perto de 50%. Em março foram a 75%. Infelizmente, a campanha ‘Não cancele, remarque!’ teve baixa adesão”, lamenta o dirigente.

Ricardo avalia que, com otimismo, o mercado local e dos Estados vizinhos pode reaquecer no terceiro trimestre. A volta do mercado nacional ocorrerá no final do segundo semestre, ainda de forma tímida. E o mercado internacional somente retomará o ritmo em 2021, com alguma expressão. “Todos esses mercados dependem dos acontecimentos, imprevisíveis, dos próximos meses”, afirma.

Turismo no AM

O atrativo dos locais paradisíacos do Amazonas, como o hotel Amazonas Turtle Lodge (foto) é que alimenta o otimismo para a volta

Luta contra pandemia e confiança

O turista retornará mais cedo aos destinos que lutarem melhor contra a pandemia, além de enfrentarem os problemas cotidianos. “O turista viaja para onde sente confiança no regime político. Onde se garanta a segurança física. Onde o meio ambiente e a cultura são respeitados. Onde a diversidade é respeitada e, obviamente, possue o atrativo que lhe desperte o interesse em ‘viver a experiência’. Há muita que fazer para incentivar a retomada”, explica.

Amazonas Turtle Lodge

Os hoteis, como o Anavilhanas Jungle Lodge, oferecem experiências únicas aos turistas

A luz do otimismo, porém, não apagou no setor. “Muitos dizem que nada será como antes. Talvez, mas uma coisa não muda: a busca do ser humano por conhecimento e sua curiosidade de viver uma experiência real. O turismo será o último a se recuperar, mas sem novas turbulências pela frente, tende a voltar mais forte”, prevê.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.