
Tio de presidente da Samel falece, após resistir em procurar hospital, anuncia Luís Alberto Nicolau (direita)
O presidente do Grupo Samel, Luís Alberto Nicolau, manteve a promessa de transparência nas informações e anunciou, hoje (07/05), à noite, o falecimento do tio. Antônio Guerreiro, que trabalhava na empresa há mais de 20 anos, chegou ao hospital muito mal, por Covid-19. Quatro horas depois havia falecido. “Esse meu tio, que tinha plano da Samel, como todos os funcionários, procurou muito tarde o hospital. Devia estar sentindo dores, mas, como pessoa de idade, tinha medo de hospital”, revelou o presidente.
“Nós usamos, com todos os pacientes, todos os recursos tecnológicos possíveis, mas têm coisas que estão além da gente”, disse Luís Alberto. “Repito, as pessoas têm que procurar o serviço médico logo nos primeiros sintomas e não esperar em casa a doença agravar”.
A Samel apoia a ação da OAB contra os planos de saúde. A instituição conseguiu na Justiça Federal tratamento sem carência, para quem tem plano de saúde e esteja com coronavírus. “A gente apoia e parabeniza. A gente sabe que muitos planos de saúde estão negando atendimento, inclusive alguns que a gente atende”, disse.
Luís Alberto fez um ataque frontal ao hospital Adventista de Manaus. “A revista Veja publicou que o hospital Adventista de Manaus aumentou os preços de forma absurda. Isso vai ser provado. Não tem como negar. O Procon já está trabalhando. O comportamento da Igreja Adventista e do Hospital Adventista tem que ser apurado. Eles deixam de recolher, para União e Estado, mais de R$ 50 milhões por ano. E todos sabem que é o hospital mais caro de Manaus. Quando eles fazem isso, significa que estão tirando dinheiro dos pobres para atender aos mais ricos”, disparou.
“Mais estranho ainda é que eles declararam para Veja a suspensão do atendimento a particulares. Estão virando de costas para a sociedade”, concluiu.
O presidente denunciou que uma gerente do Banco Bradesco, cujo plano de saúde rompeu com a Samel, recebeu alta ontem (06/05), do hospital de campanha. “O Bradesco sabe que Manaus não tem leitos e a Samel disponibilizou, mas eles pediram para levar, em nossa ambulância, para hospital particular ou público e depois eles iam ressarcir o SUS. O hospital de campanha não tem SUS e eles vão ter que pagar pelo atendimento”, afirmou.
O dirigente denunciou que o Plano de Saúde Bradesco teria afirmado que mandaria resgatar pacientes de UTI aérea. “Cadê as UTIs”, indga. “Procurem o prefeito ou procurem a mim e paguem porque o hospital de campanha não é do SUS. Não tem ressarcimento. Vocês vão ter que pagar. Quem mantém aquele hospital é a Samel, a Transire e outras empresas, a sociedade”, enfatizou.
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