03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tropa da segurança toma UPP e rebelião é encerrada; SSP-AM diz que não há mortos

Publicado em 02 de maio, 2020

Tropa da segurança toma UPP de volta e rebelião é encerrada; SSP-AM diz que não há mortos

Tropa da segurança toma UPP de volta e rebelião é encerrada; SSP-AM diz que não há mortos. Fotos: Reprodução

A rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) foi controlada neste sábado (2), antes de completar seis horas desde que os presos tomaram a cadeia. São 1.079 detentos na unidade e os danos foram mais materiais, com colchões queimados, telhas arrancadas, grades serradas, bebedouros destruídos. Não há registro de morto durante o motim.

Tropa de segurança

Segundo o secretário de Segurança Pública (SSP-AM), Louismar Bonates, o objetivo maior da rebelião seria uma fuga e o motim era para distrair as tropas enquanto cavavam um túnel. “Mas a tropa entrou, dominou a cadeia e ninguém foi ferido gravemente. Os policiais levaram pedradas e alguns estão machucados. Os reféns estão bem, alguns também machucados, porque estavam com estoques no pescoço, mas nada de gravidade”, informou Bonates, informando que a rebelião estava encerrada.

Conforme a SSP-AM, os detentos tentaram duas vezes cavar um túnel de fora para dentro, mas como não conseguiram, teriam criado a situação para continuar a escavação de dentro para fora, como uma espécie de distração.

Sete agentes penitenciários foram feitos de refém durante a rebelião na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e aparecem em vídeos gravados pelo próprios rebelados, falando que estão bem e quais são as exigências dos detentos. “Somos pai de família, eles também tem filhos. Nessa hora todo mundo quer viver. Graças a Deus estamos bem”, disse um dos reféns. Todos foram liberados antes do controle pelas tropas de segurança.

Reféns falam

Eles pediram a presença do juiz da Vara de Execução Penal, Carlos Valois, do presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), Epitácio Almeida, e do ex-secretário de Segurança Pública, coronel Amadeu Soares.

Em um outro vídeo, um outro agente penitenciário disse que levou um tiro, mas que não teria sido dos presos, que não estariam armados. “Eles querem reivindicar os benefícios deles”. Outro agente, identificado como Gutemberg, completa que os rebelados estão pedindo os seus direitos e repete que estão bem.

Um agente com camisa azul da Umanizzare pede “pelo amor de Deus para liberaram a presença do Valois para falar com eles”, em outra gravação feita e viralizada nas redes sociais.

Sete agentes

Segundo informações preliminares, os detentos revoltados atearam fogo em colchões e estariam fazendo a ameaça de um massacre. Um grupo estava no telhado da unidade, retirando telhas e jogando em direção aos policiais. Eles gritam o nome da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e reivindicam direitos.

Entre as exigências dos presos estão melhorias na unidade e o pedido de saída do titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), coronel Vinícius Almeida. Eles reclamam também de falta de energia, aglomeração e melhores condições de limpeza, além de informarem que não tem remédio para doentes e que “tem gente morrendo”.

Rebelião

Nas imagens, é possível ouvir gritos e muita fumaça vindo da unidade. Em nota, a Seap informa que internos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) iniciaram uma rebelião por volta das 6h deste sábado (02/05).

O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e forças de segurança da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) – Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Choque, Companhia de Cães – estão no local e já iniciaram as negociações.

Grades serradas

A rebelião teve início durante a entrega do café da manhã, quando internos serraram a grade de duas celas e fizeram os agentes de socialização de reféns.

No momento, sete agentes estão em poder dos detentos. Eles exigem a presença da imprensa e dos direitos humanos. Não há informações sobre mortos.

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