
Após 5h de tensão na mão de presos, agentes feito reféns são liberados na UPP
Após cinco horas tensas, os agentes penitenciários feitos reféns durante a rebelião de detentos ocorridas na manhã deste sábado (2) na Unidade Prisional Puraquequara (UPP), foram liberados. A rebelião teve início por volta de 6h e os agentes foram liberados perto de 11h.
Na ocasião, vídeos foram gravados pelos reféns informando estarem bem e dizendo as exigências solicitadas pelos detentos, que incluíam melhoria nas condições na cadeia e reivindicando seus benefícios.
Alem disso, os detentos solicitavam a presença do juiz de execução penal de Manau, Luís Carlos Valois, algum representante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e do ex-secretário de Segurança Pública, coronel Amadeu Soares.
Após algumas horas de negociação, os reféns foram liberados. Um dos agentes teria levado um tiro, mas afirmou em vídeo que não havia sido os detentos os responsáveis.
O início, conforme nota da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), foi por volta das 6h durante a entrega do café da manhã. Os internos serraram as grades de duas celas e fizeram os agentes reféns. Não se tem mais informações das circunstâncias das negociações.
Durante a rebelião, os detentos subiram nas caixas d’água e teriam torturado um homem, que seria um detento de uma facção criminosa rival do Comando Vermelho (CV), e o usado como escudo para evitar que o policiais reagissem.
Eles ainda arrancaram algumas telhas do telhado da unidade e atearam fogo nos colchões dos pavimentos. O Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP) e forças de segurança da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) – Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Choque, Companhia de Cães, e até o Corpo de Bombeiros se encontram no local.
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