03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur ataca Bolsonaro e MS, na CNN, afirmando que estão em falta com Amazonas

Publicado em 01 de maio, 2020

Arthur ataca Bolsonaro e MS

Arthur ataca Bolsonaro e MS, em entrevista ao vivo na CNN, e diz que não precisa “ficar de rapapé” com general Pazuello, que acaba de assumir o segundo posto do ministério. Foto: Reprodução

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse hoje (01/05) que o Ministério da Saúde (MS) está em falta com o Amazonas. Ele falou em entrevista à CNN brasileira. “O general Pazuello (segundo no MS) é do Amazonas. Sabe tudo do Amazonas. Não posso ficar ligando para ele e pedindo as coisas toda hora. É uma pessoa agradável, mas a burocracia está demorando demais. Daqui a pouco passa a emergência e teremos uma ‘sobre’ emergência”, afirmou.

Arthur fez duras críticas ao presidente Bolsonaro. “Estamos numa luta contra um inimigo preparado e lutando sem cabeça, sem o presidente. Ele deveria ter mais responsabilidade. Essa história de perguntarem dele sobre as mortes e ele responder que não é coveiro chega a ser desumana”, disse.

O prefeito voltou a se emocionar, quando relatou as mortes – e o enterro em vala coletiva – que estão ocorrendo em Manaus. O prefeito já havia dito, em entrevista ao jornal O Globo, que se o problema da Covid-19 demorar, vai recomendar o lockdown.

Sobre o general Eduardo Pazuello, que acaba de assumir o segundo posto do MS, ele ficou entre afabilidade e cobrança. “Não tem muito que ter rapapé, nem abraço. Até porque abraço está proibido. (Pazuello) é uma pessoa agradável e um grande especialista em logística. Tenho muita estima pessoal por ele, mas minha estima maior é pelo povo de Manaus”, disse o prefeito. Ele cobrou a demora na ajuda do Governo Federal.

Arthur elogiou o Plano de Ajuda a Estados e Municípios, que deve ser votado amanhã (02/05). O plano foi costurado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. “Tem que ter cuidado para não aumentar o déficit público. Não vejo razão para exagero. Eu me contentaria com o que vi aprovado ali, no Senado.”

 

Apelo mundial porque pico ainda vem

Arthur tem feito uma cruzada para alcançar os líderes dos países desenvolvidos. “Gravei vídeo para os líderes dos países do G-7 e os países ricos fora do G-20, como a Finlândia. Mostro o bem diário que o Estado do Amazonas, o que resta de verdade na Amazônia Brasileira, faz para o resto do mundo. Disse como podiam fazer, na prática, para ajudar o povo que protege o resto do mundo”, revelou. “É hora de os líderes fundamentais mostrarem a importância que a Amazônia tem para a humanidade”.

O prefeito disse que Manaus e o Amazonas ainda não atingiram o pico da Covid-19. “Por mim, ainda não estamos no pico. O pico ainda vem aí. Temos que esperar mais sofrimento, para podermos respirar. Depois de tudo isso, o povo, que não podemos enganar, precisa saber e saibamos: depois vem uma mega recessão mundial, com reflexos especiais em alguns países, como o Brasil”.

O Brasil, segundo Arthur, deveria fazer micros reformas, para preparar o País. “É hora de declarar a independência do Banco Central, que, como senador, foi projeto meu. O ministro Guedes precisa fazer um road show mundial, para restaurar a credibilidade do Brasil, que teve o seu grau de risco agravado”, enfatizou.

 

Manaus

Arthur falou sobre a situação de Manaus. “Temos uma situação fiscal saneada. Saímos de 4% de esgotamento sanitário e hoje estamos em 22%. A empresa (de água) atual é sócia do Banco Mundial e do Banco Soberano de Cingapura. Não pode brincar porque isso traria problemas sérios para eles”, afirmou.

O prefeito enfatizou a necessidade de moradia popular, na capital amazonense. Deixou claro, também, que o tráfico de drogas é um dos maiores problemas.

“A participação do tráfico de drogas é muito expressiva, se intrometendo nas coisas normais da cidade. Instalam invasões para montar comércio. Devastaram área, no rio Tarumã, porque queriam a margem. Os tradicionais invasores, pobres, foram atrás de casa própria e o tráfico de uma área de escoamento. Cheguei a tirar essa invasão, com a ajuda do Governo do Estado, mas até hoje eles estão lá”, disse. “Cada invasão eleva a exigência de drenagem e cria outras necessidades, numa cidade pobre como Manaus”, concluiu.

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