
Coronavírus fica no ar, aço, plástico, papelão e cobre em tempos variados, que agora a pesquisa revela. Foto: Arquivo
O coronavírus, responsável pela atual pandemia, pode sobreviver até duas horas e meia no ar. A principal forma de contágio é em gotículas, provocadas por tosse ou espirro. São conclusões de estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Universidade da Califórnia, nos EUA. Esses estudos foram analisados por especialistas da rede de hospitais São Camilo, na capital paulista.
A rede é parte da Sociedade Beneficente São Camilo, da Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos). A organização católica está presente em mais de 30 países e chegou ao Brasil em 1922. Foi fundada pelo italiano Camilo de Lellis há mais de 400 anos.
O estudo indica que o novo coronavírus pode sobreviver até três dias em algumas superfícies. O vírus resiste por cerca de 72 horas no plástico, matéria-prima das sacolas de supermercados. Fica ativo 48 horas no aço inoxidável, por exemplo, dos corrimões. No papelão tem sobrevida de 24 horas e no cobre apenas 4 horas. No ar, o vírus sobrevive entre 40 minutos e 2h30, após uma pessoa infectada tossir ou espirrar, diz a pesquisa.
O Amazonas está chegando ao auge do número de vítimas da pandemia.
A infectologista do São Camilo Adriana Coracini informa que os cientistas promoveram artificialmente a nebulização do vírus no ambiente. Aerossolizado, a partir daí o coronavírus foi testado em todas as superfícies para checar o seu tempo de sobrevida.
A especialista destaca, no entanto, que, como o estudo foi realizado em laboratório, o tempo de sobrevida real pode ser um pouco diferente. “O teste não foi gerado por um paciente e sim por uma aerossolização artificial. A sobrevida do vírus não necessariamente será a mesma do que quando uma pessoa infectada tosse ou espirra”, explica.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal forma de transmissão do Covid-19 é por gotículas respiratórias. As superfícies onde o vírus possui sobrevida, portanto, e não o ar, armazenam o coronavírus. O alerta da higienização é importante, por isso, seja lavando as mãos ou limpando objetos.
“A melhor forma de higienizar é com a utilização do álcool gel 70% ou outros componentes que usamos no hospital, à base de álcool. É o caso de clorexidina ou quaternário de amônio, mais usado para dispositivos como celulares e computadores”, detalha Adriana.
Segundo a médica, os compostos de clorados inativam o vírus, em qualquer ambiente. Então, qualquer um desses, usado antes do período em que o vírus morre sozinho, já será eficaz para a esterilização.
Adriana finaliza ressaltando que os estudos não testaram a sobrevida do vírus nos tecidos das roupas, onde é possível que ele sobreviva também. Não há como estimar, porém, o tempo que o coronavírus pode resistir nestas condições.
A Rede de Hospitais São Camilo é composta por hospitais que ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, em São Paulo. Fazem atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, além de transplantes de medula óssea. São mais de 60 especialidades com, aproximadamente, 800 leitos e quadro clínico de mais de 7,4 mil médicos qualificados.
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