
Dados foram apresentados pela diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto. Foto: Reprodução/Secom
Com o aumento de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Amazonas, a cada momento, praticamente 100% da rede privada está ocupada com pacientes graves de Covid-19. A afirmação é da diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto. Na coletiva on-line desta terça-feira (14/4), ela afirmou que a ocupação de leitos por pacientes com a doença e pessoas com sintomas preocupa.
Rosemary informou que 686 pessoas estão internadas com sintomas de Covid-19 no Amazonas. Desse total, 149 já são casos confirmados da doença, sendo que 79 desses estão em leitos clínicos e 70 estão em UTIs.
Dos 70 que ocupam UTIs, 31 estão na rede privada e 39 estão na rede pública.
Das outras 537 pessoas que ainda não testaram positivo para Covid-19, mas também estão internadas, 417 estão em leitos clínicos e 120 estão em UTIs.
A partir desses dados, é possível afirmar que 190 pacientes ocupam UTIs no Amazonas. Esse dado inclui pacientes das redes pública e privada e também todos os casos de pessoas com Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG).
“Isso é uma situação muito preocupante, levando em conta que, a cada momento, 100% praticamente da rede privada está ocupada com pacientes graves, com pacientes de Covid-19”, destacou a diretora-presidente da FVS-AM, deixando evidente que esses números são dinâmicos em decorrência do surgimento de novos casos, da recuperação de pacientes e dos óbitos registrados a cada dia.
Ela chamou a atenção para a quantidade de pessoas internadas em leitos de UTIs. “São pacientes que podem ter Covid, mas também são pacientes que podem ter outros vírus respiratórios. Todos eles apresentam Síndrome Respiratória Aguda Grave. Lembrando que quem está em UTI, está numa situação muito crítica, correndo risco de morte”, repetiu.
O Amazonas tem, atualmente, 1.484 casos confirmados de Covid-19. De ontem para hoje, o número de novos casos subiu em 206.
O estado registra 90 mortes causadas pela doença, com uma taxa de letalidade de 6%.
Veja mais notícias em Geral