
Além do coronavírus, população tem que ficar atenta para outras síndromes gripais. Foto: Divulgação
Além da Pandemia do Coronavírus, o Amazonense ainda tem que ficar atento às outras infecções por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dentre elas está a Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório VSR), Adenovírus, Parainfluenza e Metapneumovírus.
Conforme Boletim da Situação Epidemiológica de Covid-19 e da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Amazonas disponibilizado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), nesta última quinta-feira (2), essas doenças estão associadas aos períodos sazonais que variam de acordo com as regiões, em temperatura e umidade.
Desde final de outubro/início de novembro de 2019 até final de março de 2020, o Amazonas teve notificação de 500 casos que atendem a definição de SRAG, provenientes de residentes de 22 municípios do estado, sendo a maioria na capital.
Desse total de notificados, 73 casos (14,6%) foram confirmados por vírus respiratórios, um caso por outros agentes etiológicos, 272 registros classificados como SRAG não especificado e 154 casos estão em investigação.
Já dos 73 casos confirmados, foram identificados 75 vírus respiratórios, sendo 8,0% para Influenza A (H1N1), 1,3% para Influenza A (não subtipado), 21,3% para Influenza B, 32,0% para Adenovírus, 17,3 para VSR, 13,3% para Metapneumovírus, 5,3% de Parainfluenza e 1,3% de outros vírus respiratórios.
Nas últimas três semanas de março deste ano, foram notificados 190 casos de SRAG, com maior número de registros entre os dias 16 e 22 de março, com 81 casos. Tanto os casos notificados quanto dos confirmados, a maioria ocorre em crianças.
Dos 500 notificados, 22,8% dos casos ocorreram em crianças de 1 a 4 anos e 22,0% em menores de 1 ano, seguido de 14,8% em idosos. Já dos confirmados de SRAG provocados por vírus respiratórios, 31,5% foram em crianças menores de 1 ano e 19,2% em crianças de 1 a 4 anos.
Dos principais sinais e sintomas observados na definição de caso de SRAG, estão febre (99,2%), tosse (98,6%) e desconforto respiratório (95,2%), após isso seguiu-se de dispneia (95,0%), saturação de O2 (68,8%) e dor de garganta (41,4%). Foi observado comprometimento respiratório evidenciado pelo raio X em 75,2% dos pacientes.
A FVS informou que já foram registrados 45 óbitos por SRAG no período de outubro/início de novembro de 2019 até final de março de 2020, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 9,0%.
Destes, 10 óbitos foram confirmados por vírus respiratórios, todos de residentes da capital, sendo três óbitos por Influenza B, cinco óbitos por Adenovírus, um óbito por Metapneumovírus e 1 óbito por VSR. Nas últimas três semanas, houve um óbito confirmado por Adenovírus.
Dos 45 óbitos notificados por SRAG, 51,1% ocorreram em idosos, 15,6% em adultos jovens (faixa etária de 20 a 39 anos), 13,3% em menores de 1 ano, 11,1% em adultos na faixa etária de 40 a 59 anos, 6,7% em crianças de 1 a 4 anos, e 2,2% em jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.
Dos 10 óbitos confirmados por vírus respiratórios, idosos e os adultos jovens foram os mais frequentes, apresentando 50,0% e 30,0%, nas respectivas faixas etárias, seguido de 20% em crianças de 1 a 4 anos.
Ainda sobre os 10 óbitos confirmados por vírus respiratórios os fatores de risco mais prevalentes foram: idade – 60 anos, diabetes mellitus, pneumopatia e doença cardiovascular. Destaca-se que quatro dos pacientes que foram a óbito fizeram uso de terapia anviral.
Reportagem: Fabrinne Guimarães
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