20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Além do coronavírus, população tem que ficar atenta para outras síndromes gripais

Publicado em 04 de abril, 2020

Além do coronavírus, população tem que ficar atenta para outras síndromes gripais

Além do coronavírus, população tem que ficar atenta para outras síndromes gripais. Foto: Divulgação

Além da Pandemia do Coronavírus, o Amazonense ainda tem que ficar atento às outras infecções por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dentre elas está a Influenza A e B, Vírus Sincicial Respiratório VSR), Adenovírus, Parainfluenza e Metapneumovírus.

Além do coronavírus

Conforme Boletim da Situação Epidemiológica de Covid-19 e da Síndrome Respiratória Aguda Grave no Amazonas disponibilizado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), nesta última quinta-feira (2), essas doenças estão associadas aos períodos sazonais que variam de acordo com as regiões, em temperatura e umidade.

Desde final de outubro/início de novembro de 2019 até final de março de 2020, o Amazonas teve notificação de 500 casos que atendem a definição de SRAG, provenientes de residentes de 22 municípios do estado, sendo a maioria na capital.

Notificados e confirmados

Desse total de notificados, 73 casos (14,6%) foram confirmados por vírus respiratórios, um caso por outros agentes etiológicos, 272 registros classificados como SRAG não especificado e 154 casos estão em investigação.

Já dos 73 casos confirmados, foram identificados 75 vírus respiratórios, sendo 8,0% para Influenza A (H1N1), 1,3% para Influenza A (não subtipado), 21,3% para Influenza B, 32,0% para Adenovírus, 17,3 para VSR, 13,3% para Metapneumovírus, 5,3% de Parainfluenza e 1,3% de outros vírus respiratórios.

Nas últimas três semanas de março deste ano, foram notificados 190 casos de SRAG, com maior número de registros entre os dias 16 e 22 de março, com 81 casos. Tanto os casos notificados quanto dos confirmados, a maioria ocorre em crianças.

Faixa etária e sintomas

Dos 500 notificados, 22,8% dos casos ocorreram em crianças de 1 a 4 anos e 22,0% em menores de 1 ano, seguido de 14,8% em idosos. Já dos confirmados de SRAG provocados por vírus respiratórios, 31,5% foram em crianças menores de 1 ano e 19,2% em crianças de 1 a 4 anos.

Dos principais sinais e sintomas observados na definição de caso de SRAG, estão febre (99,2%), tosse (98,6%) e desconforto respiratório (95,2%), após isso seguiu-se de dispneia (95,0%), saturação de O2 (68,8%) e dor de garganta (41,4%). Foi observado comprometimento respiratório evidenciado pelo raio X em 75,2% dos pacientes.

Óbitos

A FVS informou que já foram registrados 45 óbitos por SRAG no período de outubro/início de novembro de 2019 até final de março de 2020, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 9,0%.

Destes, 10 óbitos foram confirmados por vírus respiratórios, todos de residentes da capital, sendo três óbitos por Influenza B, cinco óbitos por Adenovírus, um óbito por Metapneumovírus e 1 óbito por VSR. Nas últimas três semanas, houve um óbito confirmado por Adenovírus.

Dos 45 óbitos notificados por SRAG, 51,1% ocorreram em idosos, 15,6% em adultos jovens (faixa etária de 20 a 39 anos), 13,3% em menores de 1 ano, 11,1% em adultos na faixa etária de 40 a 59 anos, 6,7% em crianças de 1 a 4 anos, e 2,2% em jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.

Confirmados

Dos 10 óbitos confirmados por vírus respiratórios, idosos e os adultos jovens foram os mais frequentes, apresentando 50,0% e 30,0%, nas respectivas faixas etárias, seguido de 20% em crianças de 1 a 4 anos.

Ainda sobre os 10 óbitos confirmados por vírus respiratórios os fatores de risco mais prevalentes foram: idade – 60 anos, diabetes mellitus, pneumopatia e doença cardiovascular. Destaca-se que quatro dos pacientes que foram a óbito fizeram uso de terapia anviral.

Reportagem: Fabrinne Guimarães

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