
Bares e casas de show fecham portas para ajudar no controle da pandemia; Porão só retorna dia 31. Fotos: Reprodução
Como medida de prevenção, bares, restaurantes e empresas de entretenimento de Manaus cancelaram e adiaram atividades, incluindo eventos e shows, por tempo indeterminado.
A ação faz parte da mobilização mundial para tentar frear o alto índice de transmissibilidade do novo coronavírus, o Covid-19. Muitos dos anúncios sobre as paralisação foram dados por meio de redes sociais nesta terça-feira (17).
O novo vírus vem mudando a rotina da população em todo mundo. Em Manaus, cancelamento de aulas, suspensão de atendimento a população em órgãos públicos, atividades do governo ou prefeitura que envolvam aglomerações de pessoas, tem sido algumas das ações tomadas para coibir a proliferação do vírus.
O governador chegou a impedir o desembarque de 700 turistas de um navio transatlântico internacional, que chegou na capital manhã desta quarta-feira (18).
Proprietários de casas de shows, bares e eventos integrantes da Associação de Entretenimento do Amazonas (Asseam), se reuniram na noite da última segunda-feira (16) e decidiram paralisar atividades. Dentre estes, está o funcionamento de um dos mais clássicos e antigos bares de rock da capital, o Porão do Alemão, que retornará somente no dia 31. A data pode ser alterada conforme o avanço ou não do vírus.
Além do Porão, casas de show de forró e pé de serra, sob gerência do DJ Evandro Junior, o La Casa Pub, Curupira Mãe do Mato e outras, também tiveram suas atividades paralisadas por aproximadamente 15 dias. Um show nacional da banda Skank, marcado para acontecer no dia 28, foi transferido para o dia 15 de abril.
Em nota, a Asseam informou que a paralisação das atividades se deu como uma forma de prevenção contra o coronavírus, e com a preocupação com a saúde do público, à mercê da pandemia.
De acordo com associação, cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos ficam prejudicados durante o período de paralisação. Alguns representantes se reuniram com secretários de Cultura do Estado e Município na tentativa de buscar soluções para essas pessoas que temem prejuízo maior por conta da paralisação, que é o desemprego e a falência.
“Nós precisamos ser cautelosos, somos responsáveis por gerar empregos e renda para muitas famílias, direta e indiretamente. Aqui, nos colocamos cientes da necessidade técnica de prevenção e levaremos ao conhecimento da autoridades competentes, a preocupação e demanda da classe”, diz a nota da Asseam.
À exemplo do que aconteceu na Itália, as autoridades de saúde vem tentando evitar o aumento acelerado do número de casos e a transmissão do vírus, especialmente pelo grupo chamado assintomático para pessoas de risco, incluindo idosos e pessoas com doenças crônicas.
Achatar a curva é uma medida crucial para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e limitar o número de mortes, por isso a necessidade de evitar aglomerações. Oficialmente a capital de Manaus tem apenas três casos confirmados.
Reportagem: David Batista
