
Atos de vandalismo foram registrados durante a realização do Bloco do P10. Foto: Reprodução
Depois da repercussão dos atos de vandalismo envolvendo participantes do Bloco do Parque 10, a Smart Bureau, empresa responsável pela realização do evento, se manifestou. Em nota enviada à imprensa, a empresa diz não pactuar com o comportamento dos brincantes e que o vandalismo foi cometido por uma minoria de pessoas. Também afirma que não admitirá ser responsabilizada.
Os atos de vandalismo aconteceram durante a realização do bloco, na noite de Terça-Feira Gorda de Carnaval (25), na avenida Nilton Lins, Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus. Videos que circularam nas redes sociais mostram várias pessoas subindo em um ônibus do transporte coletivo da capital.
Um dos vídeos mostra vários homens subindo no teto do coletivo para dançar, enquanto outros gritam palavrões. Em determinado momento, um deles não consegue subir e cai no meio da multidão.
Foliões, alguns embriagados, também causaram transtorno ao redor do local onde o bloco estava sendo realizado, congestionando o trânsito por horas. Algumas pessoas chegaram a subir em árvores e em uma estátua da Universidade Nilton Lins.
Na nota, a Smart Bureau, especializada em produção de eventos, diz que “condena o comportamento inapropriado de uma minoria de pessoas que agiram de forma inadequada”.
De acordo com a nota, no mesmo local, a empresa produziu outros dois grandes eventos, no sábado e no domingo, que aconteceram dentro da normalidade e com tranquilidade. “Contamos com a presença de mais de 70 mil pessoas nas dependências da Universidade Nilton Lins, onde na ocasião acontecia o Bloco do P10, um dos mais esperados blocos de carnaval da cidade”, afirma a empresa.
A Smart Bureau também ressalta que adotou medidas para evitar problemas durante a realização do evento. “Tivemos todo cuidado para desenvolver o aparato de segurança necessário para que o evento acontecesse de forma segura e fornecesse conforto aos brincantes, mas infelizmente, uma pequena parte, se comparada ao número de foliões que se divertiram conosco dentro do espaço da Universidade, tomaram a via pública e promoveram as lamentáveis cenas que todos pudemos ver através das redes sociais”, diz, na nota.
Segundo a empresa, houve solicitação de apoio para o entorno do espaço onde o bloco foi realizado. “Sabendo da magnitude de nosso evento e prevendo a possibilidade de que houvesse aglomeração de pessoas nas vias de acesso ao complexo do evento, expedimos documentos solicitando apoio de todos os órgãos públicos responsáveis pelo controle de fluxo de veículos e pedestres, ambulantes, limpeza pública e segurança, porém, infelizmente, por motivos que fogem ao nosso conhecimento, não fomos atendidos”, afirma.
A promotora de evento destaca, ainda, que contratou, de forma emergencial, uma empresa para fazer a limpeza da área usada pelos foliões. “Visando minimizar os impactos causados pela falta de educação e bom senso de uma ínfima parte do maravilhoso público que nos agraciou com sua presença em nosso evento, em caráter de emergência contratamos uma empresa especializada em conservação para executar o serviço de limpeza da Av. Nilton Lins e adjacências”, cita.
Além de lamentar os atos de vandalismo, a Smart Bureau afirma que não admitirá ser responsabilizada pelo ocorrido. “Não podemos e não admitiremos sequer a possibilidade de sermos responsabilizados pela conduta execrável de terceiros, e ainda assim, faremos o que for preciso para minimizar todo e qualquer impacto causado por aqueles que não fazemos a mínima questão que frequentem nossos eventos”, conclui.
Mais cedo, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que vai abrir inquérito policial para apurar eventuais responsabilidades dos organizadores do bloco, em relação a dano causado ao patrimônio público.
Também será avaliado se houve descumprimento da portaria do Carnaval 2020, que regula as atividades em vias públicas. O bloco ocorria em local fechado, mas houve superlotação, extrapolando a área do evento.
O evento tinha ingressos com valores para as áreas VIP e camarote entre R$ 25 e R$ 60, com realização da empresa Smart Bureau, no estacionamento a Universidade Nilton Lins.
Os episódios de destruição e vandalismo praticados pelas pessoas que participaram da festa são criminosos. Quem tiver informações sobre as pessoas envolvidas nesses atos pode ajudar a polícia na identificação dos infratores para que eles sejam responsabilizados como manda a lei. As denúncias podem ser feitas ao 181, o disque-denuncia da SSP.

Atos de vandalismo foram registrados durante a realização do Bloco do P10. Foto: Reprodução