30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Polícia procura em esgoto arma usada na morte de Marielle e Anderson

Publicado em 12 de fevereiro, 2020

O crime, cometido dia 14 março de 2018, está completando 700 dias nesta quarta. Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (12/2), policiais e agentes do Ministério Público do Rio de Janeiro vasculharam o sistema de esgoto de um condomínio no Anil, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Eles procuravam pela arma utilizada no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O crime, cometido dia 14 março de 2018, está completando 700 dias nesta quarta.

Homens da Divisão de Homicídios da Capital, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atuaram nas buscas. Os mergulhadores da Core inspecionaram 27 cisternas, mas a arma não foi localizada.

Os policiais chegaram a apreender munições, um carregador de pistola e um carro de luxo. A polícia instaurou procedimento para apurar que é o proprietário do material. O carro vai passar por perícia.


A polícia procurou, nesta quarta-feira, no esgoto, a arma usada na morte de Marielle e Anderson. Foto: Reprodução

A primeira fase da investigação dos assassinatos resultou nas prisões do ex-PM Élcio de Queiroz, que tinha sido expulso da corporação, e do policial reformado Ronnie Lessa. Élcio é acusado de ter dirigido o veículo usado no crime; Lessa é acusado de ter efetuado os disparos contra a vereadora e Anderson.

Em outubro de 2019, a polícia prendeu Josinaldo Freitas. Ele é suspeito de atrapalhar as investigações. Segundo a polícia, Freitas jogou as armas no mar.

Meses antes de ser preso, Josinaldo Freitas pediu um salvo conduto à Justiça. O pedido foi negado em agosto pelo Tribunal de Justiça do Rio e incluía uma cópia do mandado de intimação para que, naquela época, ele prestasse depoimento na Divisão de Homicídios.

O material descartado pertencia a Ronnie Lessa. A polícia investiga se a arma usada no atentado foi descartada.

Em julho de 2019, a Polícia Civil do RJ solicitou apoio da Marinha para buscar no mar a arma usada no crime. Um sonar chegou a detectar nove objetos no fundo do mar em um local próximo às Ilhas Tijucas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Mergulhadores fizeram buscas no local perto da área onde um amigo de Ronnie Lessa jogou caixas com fuzis e outras armas, segundo uma testemunha. A polícia queria saber se, entre os objetos que teriam sido jogados no mar, estava a arma utilizada no crime, uma submetralhadora MP5.

Fonte: G1

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