03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Aprovado em comissão projeto que reformula regras para incentivar a tecnologia da informação

Publicado em 10 de dezembro, 2019

Projeto

Plínio é o relator da proposta. Foto: Pedro França/Agência Senado

As comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovaram nesta terça-feira (10) o Projeto de Lei (PL) 4.805/2019 que reformula as regras para incentivar a tecnologia da informação. O projeto, proveniente da Câmara, segue com urgência para votação em Plenário.

O texto cumpre determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC) para reformulação da Lei de Informática até o final de 2019. A decisão da OMC veio em resposta à queixa da União Europeia em 2014 e do Japão em 2015 segundo as quais o Brasil concede incentivos fiscais por meio de tributos, mas cobra esses impostos integralmente dos concorrentes importados.

A proposta aprovada acaba com a isenção e cria um crédito com base no valor total que a empresa investir em pesquisa e inovação a cada trimestre. Esse incentivo valerá até dezembro de 2029 e atinge fabricantes e desenvolvedores de componentes eletrônicos, como chips; equipamentos e máquinas; programas para computador, entre outros. A aprovação resultou de longa negociação com o governo, como explicou o relator da proposta, senador Plínio Valério (PSDB-AM).

“Após intensas negociações com o Poder Executivo, e com o intuito de viabilizar a aprovação desta importante matéria em termos que atenda não apenas o interesse da indústria brasileira, mas também os regramentos internacionais, foram realizados ajustes, aprimoramento e adequações no texto. Foi tudo proveniente de um acordo. E o principal, que é adequar, cumprir com as sanções, com as determinações da Organização Mundial do Comércio”, disse Plínio Valério.

Zona Franca

Ao defender a Zona Franca de Manaus, o senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que a nova lei preservará a indústria brasileira. “Define rumos para a nossa economia, a economia do estado do Amazonas e a economia do Brasil. (…) uma lei que dá competitividade ao Amazonas e também ao resto do Brasil”, afirmou Omar Aziz.

Em 2018, o investimento em pesquisa e desenvolvimento foi em torno de R$ 2 bilhões. Em 2017, a renúncia fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das empresas incentivadas passou de R$ 5,5 bilhões. E os tributos pagos por elas, mais de R$ 10 bilhões.

 

Agência Senado

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