
Em julgamento, Sotero diz que tudo ocorreu em 2 segundos e que arma tinha 15 munições. Fotos: Raphael Alves/ TJAM
O delegado da Polícia Civil Gustavo de Castro Sotero, que foi ouvido nesta sexta-feira (29), pela primeira vez diante do juiz e do júri no julgamento da ação onde figura como réu, acusado de homicídio do advogado Wilson Justo Filho, disse que sua reação para atirar foi “algo de reflexo e instintivo”.
“Foi botar a mão e acontecer o que aconteceu. Foi algo de dois segundos”, disse hoje durante o julgamento. Sotero afirmou ainda que nas últimas duas horas antes do crime tomou apenas uma dose de uísque e que sua arma estava com 15 munições.
O delegado é julgado ainda pela tentativa de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa de Wilson), Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza.
O crime ocorreu no dia 25 de novembro de 2017, em uma casa de show localizada na zona Oeste de Manaus. Este é um dos momentos finais do rito do julgamento, onde o réu é ouvido pelo juiz, sendo inquirido pela defesa e acusação, antes do debate entre as partes.
Nos vídeos disponibilizados pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Sotero diz e repete que “infelizmente não queria isso (aquele final, com as mortes), ter que reagir a essa injusta agressão neste dia triste”.
O julgamento acontece no Fórum Ministro Henoch Reis, sendo presidido pelo juiz Celso Souza de Paula. Após os debates, ocorrem as etapas de quesitação e prolatação da sentença.
O Conselho de Sentença é formado por sete jurados (5 homens e duas mulheres). O Ministério Público do Estado do Amazonas está representado pelo promotor de justiça George Pestana. A defesa do réu está sendo feita pelo advogado Cláudio Dalledone.
Na sessão do Tribunal do Júri, 14 testemunhas, de defesa e de acusação, estavam na pauta e foram ouvidas, além de três vítimas. Para o júri, também foram convocados dois peritos.
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