31/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Testemunha diz que Sotero agiu de forma ‘irresponsável’ e ‘desenfreada’

Publicado em 27 de novembro, 2019

Testemunha

A segunda testemunha ouvida nesta quarta-feira (27), no julgamento do delegado de Polícia Civil Gustavo Sotero, é Maurício Carvalho Rocha, que também foi baleado durante a ação na casa de shows Porão do Alemão, em novembro de 2017. No interrogatório, a vítima chegou a chamar as ações do réu de “irresponsável” e “desenfreada”.

Maurício é ouvido pela acusação do caso e também será ouvido pelos advogados de Gustavo Sotero. A primeira testemunha a ser ouvida no julgamento foi a viúva do advogado Wilson Justo, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, que chorou, deu novas informações e disse que chegou a ver Sotero olhando para ela.

Irresponsável

“A ação desenfreada de Sotero, irresponsável e de falta de senso quase causa uma tragédia pessoal na minha família”, disse Maurício, ao relembrar o momento em que seus pais chegaram ao hospital para onde ele foi levado após ser baleado pelo delegado.

Segundo a testemunha, a recepcionista do hospital perguntou aos pais de Maurício se eles eram pais de um jovem que havia acabado de morrer vítima de tiros em uma casa de shows. Por conta disso, tanto o pai quanto a mãe de Maurício quase tiveram um infarto no momento.

Vida mudou

Maurício também contou, durante o interrogatório, que sua vida “mudou muito” após o crime. Era uma pessoa reservada e, depois do ocorrido, tanto o pai quanto a mãe dele vivem em estado de preocupação e relembram o fato. A testemunha, que disse não ter o hábito de sair e ir a festas com frequência, agora se restringe a eventos familiares.

O ferimento que Maurício sofreu à bala também o prejudica na prática de esportes, que era um hábito que ele afirmou que mantinha.

O que viu

Durante o interrogatório nesta tarde (27), Maurício disse que viu apenas o momento em que Wilson Justo desferiu um soco em Gustavo Sotero. Ele contou que só percebeu que estava ferido após correr para o banheiro, depois de ouvir o primeiro disparo.

Encerramento

Para evitar o cansaço dos jurados, a sessão de julgamento deve ser interrompida às 20h30, recomeçando no dia seguinte às 9h. A perspectiva é que o júri seja concluído em três dias.

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