
Foto: PMS
O julgamento do delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero teve cerca de 5 minutos de tumulto e chegou a ser interrompido na tarde desta quarta-feira (27), após a defesa do réu utilizar um vídeo do hoje deputado federal Bosco Saraiva, que à época do crime, em novembro de 2017, era vice-governador e secretário de Segurança Pública.
O julgamento ficou tumultuado ainda durante o interrogatório de Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, viúva do advogado morto na casa de shows Porão do Alemão, Wilson Justo. A viúva, na manhã desta quarta-feira, deu novas informações e disse que chegou a ver Sotero olhando para ela.
A defesa, através do advogado Cláudio Dalledone, questionou Fabíola, defendeu a tese de legítima defesa, por parte de Gustavo Sotero, e usou um vídeo divulgado logo após o crime onde Bosco Saraiva lamentou a morte de Wilson Justo. O advogado reforçou que o julgamento está sendo influenciado por questões políticas.
O promotor que atua no caso pediu indeferimento. Por conta disso, o julgamento ficou tumultuado e foi interrompido.
Cláudio Dalledone questionou Fabíola sobre o fato de ela ter se sentido coagida durante o interrogatório. A viúva reafirmou que Sotero agiu de forma debochada e disse que não mudou de opinião. Ela disse que Sotero agia no momento do crime “como se fosse um terrorista”.
O advogado também perguntou à Fabíola quando ela percebeu que Sotero estava olhando para ela. A mulher respondeu que só percebeu quando Wilson falou que o delegado estava olhando para ela.
O Ministério Público pediu que a defesa evitasse juízo de valor durante as perguntas.
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