12/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça mantém prisão de vereador pego em flagrante recebendo propina

Publicado em 21 de novembro, 2019

Justiça mantém prisão de vereador preso em flagrante recebendo propina

Justiça mantém prisão de vereador preso em flagrante recebendo propina. Fotos: Divulgação

O vereador de Iranduba Pedro Paulo Castro de Almeida (Pros) teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva, durante audiência de custódia, realizada nesta quinta-feira (21), no fórum de Justiça daquela comarca.

Justiça mantém

O juiz da 1ª Vara de Iranduba, Túlio de Oliveira Dorinho, decidiu pela preventiva depois de ouvir o flagranteado, o representante do Ministério Público e o advogado do vereador. Os depoimentos foram gravados em vídeo e anexados ao processo.

O promotor de Justiça Flávio Mota Morais Silveira defendeu a regularidade da prisão em flagrante, tendo feito o pedido pela conversão da prisão em preventiva. O conteúdo das gravações teve sua divulgação proibida pelo juiz a pessoas que não fazem parte dos autos.

O vereador foi conduzido de volta ao 19º DIP, em Manaus, onde espera portaria do juiz da Vara de Execuções Penais da capital autorizando a entrada dele no sistema prisional local.

Relembre do caso

Foi preso, no início da tarde desta terça-feira (19), o vereador Pedro Paulo. O parlamentar foi preso em flagrante, ao receber a quantia de R$ 5 mil, diretamente das mãos do prefeito Francisco Gomes da Silva, o Chico Doido, que se propôs a ajudar as investigações onde ele aparece como vítima do pedido de propina.

A prisão do vereador é o resultado do desdobramento da Operação Avaritia, deflagrada, em agosto deste ano, pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Amazonas (Gaeco/MPAM) e das promotorias de Justiça de Iranduba.

O objetivo da operação é desmantelar um esquema de propina montado dentro do Poder Legislativo municipal com envolvimento de outros parlamentares.

Parcelas

Segundo informações dos promotores do Gaeco, o valor da propina combinado com o vereador preso seria de R$ 10 mil, divididos em duas parcelas iguais. Na ocasião da prisão, o vereador recebeu  o que seria a primeira metade. A cena foi registrada em vídeo também, com uma câmera escondida.

Ainda no mês de agosto, outros dois vereadores foram presos acusados de pedirem dinheiro em troca de apoio aos projetos do prefeito. O vereador Pedro Paulo, que também é conhecido como “Pepe”, é o terceiro parlamentar preso pela Operação Avaritia.

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