
Corpo de Andressa nunca foi achado quase 2 anos depois e Alice segue desaparecida há uma semana. Foto: Divulgação
Duas mulheres desaparecidas, cujos corpos as famílias ainda não encontraram para poder dar um enterro e fazer a despedida delas, como nos ritos tradicionais. Em comum, o fato de terem ligações perigosas com o mundo do crime, do tráfico de drogas e facções criminosas.
Andressa Castilho de Souza, 23, vai completar dois anos de desaparecida, desde quando foi vista pela última vez no dia 28 de novembro de 2017. Alice Fernandes, 17, tem uma semana sumida, quando saiu de casa à tarde, dia 9 de novembro deste ano.
Apesar das buscas realizadas, nenhum dos corpos foi encontrado. As famílias tem certeza das mortes das mulheres. No caso de Andressa, vários suspeitos de sua morte foram presos, sendo um dos últimos um foragido do regime semiaberto, Alex da Silva Sabóia, 45, detido ano passado.
Na última segunda-feira (11), informações levaram a família de Alice a acreditar que seu corpo poderia estar enterrado em uma área no bairro União da Vitória. A Polícia Civil acionou o Corpo de Bombeiros às 12h47 e buscas foram feitas na rua 26, numa área alagadiça e de difícil acesso. Às 15h05 as buscas foram encerradas, a princípio, sem êxito.
A família pediu ajuda para localizar o corpo da jovem, após receber mensagens pelas redes sociais de que um vídeo mostrava a jovem já morta. A mãe foi até a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Nas imagens do vídeo, a jovem teria sido reconhecida pela roupa e por uma tatuagem. As imagens são fortes e a voz que se ouve seria de um dos assassinos da adolescente.
Essa Alice caiu numa “toca do coelho”, infelizmente num mundo nada maravilhoso ou fantástico, dividida, segundo informações, entre as facções Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN). Ela, ainda segundo notícias, armava as famosas “casinhas” para integrantes das duas facções.
Na lógica do absurdo, Alice parece ter sido executada de forma comum, como acontece entre os dois reinos CV e FDN: sequestrada, estuprada e morta com requintes de crueldade. A jovem, assim como outros que caem na toca ilusão do crime que compensa, teve sua vida ceifada.
Não tão princesa como deveria, umas das últimas aventuras criminosas de Alice foi fazer “casinha” num ataque onde dois homens foram mortos.
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No caso de Andressa, Alex da Silva Sabóia, 45, foi preso como autor do assassinato do detento Daniel Ferreira Chaves e está envolvido na morte da desaparecida. Ela sumiu após visitar o companheiro no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
A polícia trabalhou com a hipótese de um crime macabro, realizado na área de mata do Compaj. Seu corpo não foi achado e as buscas nunca mais realizadas, apesar de várias tentativas para encontrar o cadáver.
No ano passado, durante as investigações, as equipes descobriram que os envolvidos nessas mortes eram integrantes uma organização criminosa que agiam dentro do semiaberto do Compaj. O pai de Andressa, pastor Rilson Moraes, disse à época que ainda tinha fé de que a filha estivesse. Mas, no caso contrário, gostaria de dar um enterro digno e ter respostas.
Andressa Castilho desapareceu dia 28 de novembro de 2017, após visitar e levar mantimentos ao companheiro, o detendo identificado como Júlio Cesar, que cumpria pena no regime fechado do Compaj pelo crime de roubo.
De acordo com o registro de entrada e saída de visitas na penitenciária, Andressa entrou na unidade por volta das 8h07 e saiu do local às 9h58. Imagens do circuito interno e externo do Compaj mostram Daniel e Andressa conversando perto de uma árvore, em frente ao semiaberto. Depois disso, a jovem nunca mais foi vista.
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