
Alice desaparece no país das facções e bombeiros fazem busca pelo corpo. Foto: Divulgação
O mundo não foi tão mágico como ela imaginava. Sonhando sempre viver uma vida encantada de festa, dinheiro e ostentação, Alice Fernandes, 17, acabou se perdendo entre os reinos do crime e está desaparecida desde o sábado (9) à tarde.
Nesta segunda-feira (11), informações levaram sua família a acreditar que seu corpo poderia estar enterrado em uma área no bairro União da Vitória. A Polícia Civil acionou o Corpo de Bombeiros às 12h47 e buscas foram feitas na rua 26, numa área alagadiça e de difícil acesso. Às 15h05 as buscas foram encerradas, a princípio, sem êxito.
A família pediu ajuda para localizar o corpo da jovem, após receber mensagens pelas redes sociais de que um vídeo mostrava a jovem já morta. A mãe foi até a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Nas imagens do vídeo, a jovem teria sido reconhecida pela roupa e por uma tatuagem. As imagens são fortes e a voz que se ouve seria de um dos assassinos da adolescente.
Essa Alice caiu numa “toca do coelho”, infelizmente num mundo nada maravilhoso ou fantástico, dividida, segundo informações, entre as facções Comando Vermelho (CV) e Família do Norte (FDN). Ela, ainda segundo notícias, armava as famosas “casinhas” para integrantes das duas facções.
Na lógica do absurdo, Alice parece ter sido executada de forma comum, como acontece entre os dois reinos CV e FDN: sequestrada, estuprada e morta com requintes de crueldade. A jovem, assim como outros que caem na toca ilusão do crime que compensa, teve sua vida ceifada.
Não tão princesa como deveria, umas das últimas aventuras criminosas de Alice foi fazer “casinha” num ataque onde dois homens foram mortos.
Reportagem: David Batista
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